A Brava Energia (BRAV3) reportou dados preliminares de produção de 2025: média anual de 81,3 mil boe/d (+46% vs. 2024), com 76,8 mil boe/d no 4T25 e 74,6 mil boe/d em dezembro (+6% m/m). O avanço do ano foi liderado por Papa‑Terra e Atlanta, que registraram seus melhores resultados históricos de produção e eficiência. O 4T25 foi afetado por manutenções programadas e não reflete a capacidade atual. Em dezembro, a normalização desses ativos foi parcialmente compensada por parada em Parque das Conchas (BC‑10), interdição temporária em Potiguar e menor demanda de gás em Manati. No trimestre, as vendas de óleo somaram 5.517 kbbl (2.136 kbbl onshore e 3.381 kbbl offshore). Houve reinjeção de ~28% do gás no Recôncavo; a ANP aprovou o AIP da jazida compartilhada de Jubarte (vigente desde 1º/ago), incorporando a parcela correspondente a BC‑10; e o litígio em Papa‑Terra segue em arbitragem. A companhia estima a retomada de Manati e de BC‑10 ainda em janeiro.

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O comportamento do trimestre já havia sido sinalizado pela preliminar de novembro que detalhou as manutenções em Atlanta e Papa‑Terra e a incorporação do AIP de Jubarte a BC‑10: após intervenções, os ativos retornaram gradualmente, padrão de ramp‑up típico que sustenta a leitura de dezembro como normalização operacional. Na ocasião, projetava‑se retorno de BC‑10 em dezembro; a atualização atual indica janeiro, sem mudança de tese — janelas curtas de manutenção seguidas de recomposição de volumes. Em paralelo, Potiguar avança na retomada pós‑interdição e o onshore mantém ajustes, enquanto o Recôncavo administra reinjeção para equilíbrio de escoamento e valor.

Ao afirmar que o 4T25 “não reflete a capacidade atual”, a empresa reforça a separação entre execução e projeção, coerente com a resposta ao Ofício 343/2025 da CVM que separou capacidade operacional de guidance e referenciou a campanha de quatro poços em Atlanta e Papa‑Terra. Assim, o salto de 46% em 2025 e a recuperação de dezembro devem ser lidos como efeito de execução e eficiência pós‑manutenção, enquanto a visibilidade de capacidade decorre dos projetos já aprovados. A retomada esperada de Manati e BC‑10 no início de janeiro tende a sustentar o patamar de volumes no 1T26, mitigando a fotografia deprimida do 4T25 e reforçando a narrativa de continuidade operacional.

Esse ciclo de dados operacionais mais frequentes e comparáveis também conversa com a efetivação do ADR Nível 1 em 1º de dezembro, que ampliou a visibilidade internacional e a disciplina de disclosure. Com Finanças/RI integrados e calendário previsível, a companhia vem ancorando a comunicação em métricas operacionais e status de projetos — como a incorporação do AIP de Jubarte e a gestão de manutenções — o que facilita o acompanhamento por investidores globais e melhora a leitura de sazonalidades, ramp‑ups e impactos temporários nas curvas de produção.

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