Em fato relevante, a CVC (CVCB3) aprovou a sucessão na presidência: encerra-se o ciclo de Fabio Martinelli Godinho e Fabio Mader é eleito diretor presidente, com posse em 15 de janeiro de 2026. O mandato vai até a primeira reunião do conselho após a AGO que deliberar as demonstrações de 31/12/2025. Mader, até então vice-presidente de Produtos e Revenue Management, tem mais de 20 anos no turismo e quase 15 na CVC, tendo liderado Produtos, Revenue, operações internacionais e agendas centrais da transformação recente. A companhia agradeceu Godinho e afirmou que a transição inaugura um novo ciclo estratégico de expansão.
Este movimento consolida a agenda de governança e previsibilidade construída em 2025. A base acionária passou a contar com um núcleo de longo prazo, com a elevação para 10,0132% do capital por Apex/Carbyne e Fernando Cinelli, em postura de apoio à gestão e foco em disciplina de capital. Esse ancoramento reduziu a volatilidade de expectativas e abriu espaço para priorizar crescimento com disciplina, monetização da rede de lojas, diferenciação via produtos exclusivos e escala no B2B, preservando a desalavancagem. No mercado, a presença de instituições globais ampliou liquidez e eficiência do book, favorecendo o custo de capital em um ano de aceleração operacional e queda do custo financeiro, o que reforça a capacidade de execução de iniciativas comerciais e tecnológicas — contexto no qual se insere a exposição econômica de 5,10% via derivativos reportada pelo Goldman Sachs.
Do ponto de vista de execução e comunicação com o mercado, a CVC vinha deslocando o debate para alocação de capital, metas de margem e crescimento orgânico em 2026, após ganhos de eficiência e geração de caixa em 2025. A nomeação de Mader, que liderou Produtos e Revenue Management e conduziu a operação na Argentina em período crítico, tende a acelerar alavancas de mix, yield e monetização da rede, dando continuidade ao plano e convertendo estabilidade em expansão. Essa priorização ficou evidente na live do CFO detalhando prioridades de capex, metas de margem e crescimento orgânico, na qual a administração sinalizou foco em diferenciação de portfólio e escalabilidade do B2B. Assim, a sucessão não representa ruptura, mas a próxima fase de uma trajetória que combina governança reforçada, liquidez aprimorada e execução voltada a crescimento rentável.







