Em 8 de dezembro de 2025, a CVC (CVCB3) informou que entidades do The Goldman Sachs Group — incluindo Goldman Sachs & Co. LLC, Goldman Sachs International e Goldman Sachs do Brasil Banco Múltiplo S.A. — reportaram, com base em operações de 5/12, exposição econômica equivalente a 26.792.101 ações (5,10%) via derivativos de liquidação exclusivamente financeira. No detalhamento, constam posição à vista de -26.027.029 ações (-4,95%), empréstimo de ações (tomadora) de 26.535.484 (5,05%) e 508.455 ações (0,10%) em liquidação física; não há ADRs, debêntures conversíveis, acordos de voto ou intenção de alterar controle/gestão, tampouco plano de adquirir mais ações. O comunicado foi realizado nos termos do art. 12 da Resolução CVM 44, com solicitação de imediata ciência à CVM e à B3.
À luz dessa estrutura — predominantemente via derivativos de liquidação financeira — o movimento tende a refletir busca por eficiência de exposição e liquidez, sem sinalizar ativismo. Ele acontece após um 2025 de melhora consistente dos fundamentos, coroado pela aceleração operacional e reforço do balanço no 3T25, com geração de caixa, queda da alavancagem e perspectiva Fitch Positiva. Em ciclos assim, é comum o aumento da participação de formadores de mercado e arbitradores globais, que ampliam o fluxo e a profundidade do book sem pretensão de influência. A combinação reportada — posição vendida à vista, compensada por empréstimo de ações e hedge comprado em derivativos — é típica de facilitação de negociação e gestão de risco, preservando neutralidade sobre governança e controle.
Esse reforço de liquidez por um player global convive com a construção de um núcleo de longo prazo na base acionária. Em 31 de outubro, a companhia registrou a entrada de acionistas de referência com 5,4962% do capital e compromisso de governança, um passo que sinalizou confiança na execução e na disciplina de capital. A presença desse bloco costuma reduzir volatilidade de expectativas e ancorar a narrativa de desalavancagem, enquanto a atuação de instituições globais adiciona profundidade e eficiência ao mercado secundário. Em conjunto, os dois vetores — referência de longo prazo e liquidez institucional — tendem a favorecer o custo de capital e a execução de iniciativas comerciais e tecnológicas.
Na sequência desse ingresso, e antes do reporte do Goldman, os investidores de referência ampliaram a exposição, reforçando o caráter estável da base. Esse avanço culminou na elevação para aproximadamente 10% do capital em 28/11 (10,0132%), consolidando um bloco engajado e alinhado à agenda de Crescimento & Inovação. Nesse contexto, a posição econômica do Goldman Sachs, de natureza financeira e sem intenção de influência, adiciona liquidez e acompanhamento institucional, enquanto o bloco de referência sustenta a trajetória de governança e disciplina. O resultado é uma estrutura acionária híbrida: investidores de longo prazo que ancoram a estratégia e participantes globais que ampliam a eficiência de mercado, criando um ambiente propício para a continuidade da execução operacional observada em 2025.







