Em 09/01/2026, o Conselho da Paranapanema homologou aumento de capital de R$ 1,65 milhão ao converter parte das debêntures da 8ª emissão em 3.586.957 novas ações ON, ao preço de R$ 0,46 por ação, conforme a escritura. O rito ocorreu dentro do capital autorizado, sem parecer do Conselho Fiscal por inaplicabilidade, e as novas ações fazem jus integral aos mesmos direitos das atuais. O parâmetro de conversão segue o preço de conversão definido em R$ 0,46 na 1ª janela da 8ª emissão, calculado a 92% do menor VWAP do período-base. Com isso, o capital social passa a R$ 2.247.288.681,26, dividido em 124.128.553 ações ON.
Na prática, este movimento consolida a reengenharia de capital iniciada no fim de 2025: transformar dívida em patrimônio sem pressionar o caixa, escalonando a diluição por janelas sucessivas e com regra de preço aderente ao mercado. A conversão hoje homologada materializa a lógica contratual da debênture conversível e adiciona previsibilidade à trajetória de desalavancagem, ao mesmo tempo em que amplia a base de capital para a fase de estabilização operacional. Em termos de governança, a execução do cronograma e a aderência às cláusulas de conversão reforçam o compromisso com o PRJ e melhoram a visibilidade para investidores e credores sobre o ritmo de recomposição patrimonial.
Há também um componente de mercado relevante. O nível de R$ 0,46 por ação explicita o desafio imposto pela regra da B3 para preço mínimo de cotação. Em 08/01/2026, a companhia comunicou o desenquadramento e recebeu prazo até 02/07/2026 para se reenquadrar, situação que dialoga com a mecânica de VWAP da emissão e o comportamento recente do papel. Esse contexto está detalhado no desenquadramento do preço mínimo e prazo da B3 até 2 de julho de 2026. Assim, a gestão tende a combinar execução operacional, disciplina informacional e, se necessário, medidas societárias (como grupamento) para normalizar o patamar de preço dentro do prazo.
Em paralelo, a empresa mantém um trilho complementar focado nos credores, que reduz passivos e reforça o patrimônio sem saída de caixa, criando sinergia com a conversão das debêntures referenciadas a mercado. Essa coexistência de instrumentos — dinâmico para investidores e de preço fixo para credores — amplia a previsibilidade da diluição e encurta o caminho para o reequilíbrio financeiro. O exemplo mais recente é a 7ª janela de conversão de créditos em ações a R$ 0,78 no 3º aditamento do PRJ, que confirma a continuidade da estratégia: menos dívida, mais capital próprio e execução faseada, sustentando tanto o reenquadramento regulatório quanto a retomada operacional.







