Em aviso aos acionistas, a Paranapanema definiu em R$ 0,46 por ação o preço de conversão da 1ª janela da 8ª emissão de debêntures conversíveis, válido de 27/12/2025 a 09/02/2026. O valor resulta de 92% do menor preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações no período de 11 a 26/12/2025, conforme a Escritura, e aplica-se exclusivamente às solicitações de conversão formalizadas nesta janela. Ao final do período, um novo preço será apurado para a janela subsequente, preservando o caráter dinâmico e aderente ao mercado. A divulgação consolida o rito aprovado pelo Conselho (06/11 e 23/12), que combina conversibilidade com preservação de caixa e previsibilidade de diluição — exatamente a mecânica de janelas de 45 dias e preço referenciado a VWAP definida na aprovação da 8ª emissão privada de debêntures conversíveis, com janelas de 45 dias e preço de conversão a 92% do menor VWAP.
Estratégica e cronologicamente, o anúncio do primeiro preço de conversão sucede a etapa de captação que confirmou demanda mínima e calibragem da rodada. Na prática, a precificação inicial de R$ 0,46 transforma em parâmetro objetivo o que até então era um arcabouço contratual, permitindo ao investidor comparar o custo de conversão com o comportamento recente da ação e planejar sua adesão ao longo das janelas. Além de preservar liquidez (debêntures sem juros) e escalonar a diluição, o desenho reforça governança de execução do PRJ: preço transparente, regras claras de janela e renovação automática a cada 45 dias, reduzindo o risco de desalinhamento com o mercado observado em captações anteriores. Esse encadeamento dá continuidade ao passo financeiro concluído com a homologação e ratificação da colocação parcial acima do piso de R$ 30 milhões.
No contexto mais amplo de desalavancagem, a companhia opera trilhos complementares: enquanto a debênture conversível usa preço dinâmico a mercado (R$ 0,46 nesta 1ª janela), o PRJ oferece uma alternativa de recomposição patrimonial via conversão de créditos a preço fixo (R$ 0,78), destinada a credores. A coexistência dos instrumentos atende perfis distintos, reduz passivos sem pressão de caixa e dá previsibilidade de diluição, compondo uma trajetória de reequilíbrio de capital orientada por marcos e janelas sucessivas. Essa sobreposição de mecanismos — dinâmico para investidores e fixo para credores — evidencia continuidade estratégica e cria um corredor de financiamento para a retomada operacional, como já detalhado na 7ª janela de conversão de créditos em ações a R$ 0,78 no 3º aditamento do PRJ.







