São Paulo, 15 de janeiro de 2026 — A São Martinho aprovou, em 14/01/2026, os termos para incorporar sua subsidiária integral Nova Egito Agrícola, sem aumento de capital, com deliberação em 06/02/2026. O custo estimado é de R$ 80 mil. A operação prevê a extinção da Nova Egito e a sucessão pela São Martinho em todos os direitos e obrigações, conforme os arts. 227 e 232 da Lei das S.A. Segundo a companhia, a medida busca uso mais eficiente de ativos, sinergias e racionalização de custos administrativo‑financeiros, sem substituição de ações, direito de recesso ou necessidade de aprovação por autoridades, e sem impactos aos interesses dos acionistas. A São Martinho atua da produção à comercialização de açúcar, etanol (inclusive de milho), bioenergia e derivados; a Nova Egito é dedicada ao açúcar. Documentos estão disponíveis nos sites de RI, CVM e B3.
Este movimento dá continuidade à estratégia de simplificação societária e eficiência operacional, ao integrar uma unidade dedicada à produção e comercialização de açúcar ao guarda‑chuva corporativo principal, sem diluição dos acionistas. Ao reduzir sobreposições administrativas e unificar processos, a empresa tende a comprimir SG&A, acelerar decisões e ampliar a flexibilidade para otimizar mix entre açúcar e etanol na próxima safra. Na prática, a incorporação consolida a disciplina construída ao longo do ciclo 25/26, culminando no encerramento da safra 2025/26 que consolidou a reprogramação e a disciplina de capital. Com uma base societária mais enxuta, o backoffice (auditoria, publicações e compliance) fica mais simples, o reporte financeiro ganha comparabilidade e a governança se beneficia da visibilidade centralizada de ativos e passivos, reforçando a preparação para o ciclo 26/27 com menor volatilidade operacional e melhor alocação de recursos.
Do ponto de vista financeiro e de relacionamento com investidores, a decisão também se alinha à gestão de passivos e à comunicação recente com o mercado, que priorizam prudência e execução consistente. Essa coerência já havia sido enfatizada na mensagem de disciplina financeira e alocação prudente destacada no Kepler Day, após a 8ª emissão de debêntures, e a reorganização societária agora atua como peça adicional desse arcabouço: simplifica a captação, facilita o monitoramento de covenants, reduz custos fixos e melhora a previsibilidade de caixa entre safras, ao mesmo tempo em que preserva a flexibilidade comercial em açúcar, etanol e bioenergia.







