Na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a Azevedo & Travassos comunicou que o REAG Absoluto Fundo Multimercado, representado pela REAG Asset, reduziu sua participação relevante e passou a não deter ações da companhia. Segundo a carta, datada de 22/12/2025 e encaminhada nos termos do art. 12 da Resolução CVM 44/21, a posição anterior somava 29.066.300 ações preferenciais, equivalentes a 7,44% da classe. O investidor declarou não possuir derivativos, não integrar acordos de voto e não ter intenção de adquirir ações ou contratar opções relativas a valores mobiliários da A&T. Na prática, trata-se de um passo de rotação de carteira que reduz ruídos societários e esclarece o free float, mantendo intacta a estrutura de controle. O movimento preserva a coerência da mensagem de governança que a companhia vem enfatizando desde 2025, em linha com a redução da participação da Qista em novembro de 2025, acompanhada da ênfase na ausência de alteração de controle. A administração reiterou que manterá o mercado informado e deixou o canal de RI disponível para dúvidas.
Diferentemente de um episódio isolado, a recomposição acionária atual se insere numa reorganização mais ampla do minoritário, voltada a previsibilidade decisória e menor volatilidade informacional. A saída de um investidor financeiro reforça a leitura de que o case busca estabilidade na base, com acionistas alinhados ao horizonte de execução e funding de médio prazo. Esse enquadramento conversa com a prática de transparência recorrente e com a clarificação gradual dos direitos políticos que a empresa vem promovendo, como no aumento de participação de José Maurício Gonçalves divulgado em 2 de janeiro de 2026. Em conjunto, as comunicações reiteram a ausência de intenção de mudança de controle e consolidam um desenho societário propício à execução, com impactos positivos em garantias, mobilização e custo de capital.
Essa estabilização societária é componente-chave para destravar crédito, negociar garantias e sincronizar desembolsos com marcos regulatórios nas concessões. Ao reduzir incerteza sobre free float e governança, a A&T melhora a leitura de risco por credores e contratantes e ancora a execução de projetos com receitas plurianuais, como a Rota Verde Goiás. Nessa trilha, a companhia avançou na organização do capital das SPEs e na disciplina de caixa, evidenciada pela integralização de R$ 157,3 milhões na Rota Verde via FIP em dezembro de 2025. O encadeamento entre governança, funding faseado e entrega de marcos operacionais reforça a tese: menos ruído societário e mais foco na execução, com a empresa mantendo comunicação tempestiva sobre próximos desdobramentos.







