A Moura Dubeux (MDNE3) informou que seu Conselho de Administração, em 29/12/2025, cancelou a AGE prevista para 30/12/2025 e aprovou a distribuição de R$ 351,67 milhões em dividendos (R$ 4,1626 por ação). Terão direito os acionistas posicionados em 30/12/2025, com ações ex-dividendo a partir de 02/01/2026. O pagamento ocorrerá em sete parcelas trimestrais, do 1T26 ao 3T27, sem atualização monetária: R$ 59,41 milhões como dividendos intermediários e R$ 292,26 milhões como intercalares. Os créditos serão processados pelo Itaú; os proventos são isentos de IR (art. 10 da Lei 9.249/1995) e devem ser integralmente pagos até 31/12/2028. Este movimento consolida e amplia o ciclo de remuneração ao acionista iniciado no trimestre, após os dividendos de R$ 0,60 por ação aprovados em 12/11.
Segundo a companhia, a mudança decorre de “novas discussões e reavaliações” e de interpretações e potenciais alterações em debate sobre o regime tributário aplicável à distribuição de resultados, associadas à Lei nº 15.270/2025. Ao diluir o pagamento em sete parcelas e oferecer um calendário previsível, a administração preserva estabilidade de caixa, evita concentração de desembolsos e dá visibilidade de retorno, sem alterar a isenção vigente. Esse desenho é coerente com a diretriz de disciplina financeira e com a trajetória recente de ganhos operacionais, dialogando com os resultados do 3T25, que confirmaram a virada operacional e a disciplina de capital — bases que viabilizam remunerar o acionista enquanto a empresa sustenta crescimento e mantém alavancagem sob controle.
No mercado, a data-base de 30/12 e o ex em 02/01 costumam induzir ajustes táticos de carteira, especialmente entre gestores que rebalanceiam posições após janelas de proventos. Essa dinâmica não implica mudança de estratégia corporativa e já foi observada recentemente, como na redução da participação da Navi em 28/11, logo após o ciclo de proventos de novembro. Em linha com esse padrão, o novo programa de dividendos tende a ser absorvido dentro da normalidade, enquanto reforça a continuidade da política de capital e o compromisso com previsibilidade de retornos.







