Blau Farmacêutica aprovou aumento de capital de R$ 400 milhões por capitalização de reservas de lucros, com bonificação de 3 novas ações para cada 10 detidas (30%). Segundo a companhia, a medida responde à Lei nº 15.270/2025 (IR), permitindo que acionistas se beneficiem de exceções à nova tributação enquanto preserva capacidade de investimento e equilíbrio econômico-financeiro. Não há diluição nem ingresso de recursos de terceiros. Serão emitidas 53.818.182 ações ON, elevando o capital social a R$ 1.760.792.711,46, dividido em 233.212.121 ações; para fins fiscais, o custo atribuído às bonificadas será de R$ 7,432432449 por ação. Terão direito os acionistas na base em 5/1/2026; as ações ficam ex-direito em 6/1 e o crédito ocorre em 8/1. Frações serão agrupadas e vendidas na B3 entre 8/1 e 6/2/2026, com rateio proporcional do produto.
Estratégicamente, a bonificação fortalece o capital próprio sem consumo de caixa, dando continuidade à virada operacional e ao ciclo de investimentos que sustentarão o ramp-up industrial e o portfólio de biológicos em 2026. O movimento se alinha aos resultados do 3T25, com virada operacional e CAPEX acelerado, quando a companhia reportou margens em alta, desalavancagem e avanço da centralização fabril. Ao capitalizar reservas diante da nova regra de IR, a Blau converte parte do retorno potencial em ações, mantém a proporção de participação dos investidores, reduz o risco de restrições financeiras no período de validação de novas linhas e confere previsibilidade ao cronograma de investimentos sem elevar endividamento.
Do ponto de vista de alocação de capital, o anúncio preserva a cadência de remuneração e a eficiência fiscal construídas nos últimos meses. Em dezembro, a companhia abriu espaço para retorno ao acionista via dividendos intermediários de R$ 100 milhões aprovados em 15 de dezembro, pagos a partir de reservas de 2024 e com janela de desembolso de até três anos. Ao combinar bonificação (sem saída de caixa) com proventos em dinheiro graduais, a Blau suaviza impactos da nova tributação e preserva liquidez para o ciclo de investimentos. Ainda no trimestre, reforçou a previsibilidade de proventos por meio do JCP do 4º trimestre de 2025 imputado ao dividendo obrigatório, sinalizando disciplina de capital e continuidade da estratégia de equilibrar crescimento, retorno ao acionista e robustez financeira.







