Em 22 de dezembro de 2025, a M. Dias Branco (MDIA3) divulgou comunicado ao mercado refutando veementemente sua participação em qualquer processo competitivo para aquisição da marca Yoki, da General Mills. A empresa afirma que não há negociação, deliberação, plano ou estudo em curso sobre o tema e respondeu à menção feita pela coluna Pipeline do Valor Econômico na mesma data, reiterando o compromisso de manter acionistas e o mercado informados.
O posicionamento dá continuidade à estratégia de alocação disciplinada de capital e comunicação transparente que a companhia vem reforçando em 2025. Em vez de movimentos oportunísticos de M&A, a administração tem priorizado execução orgânica e retorno ao acionista, como evidenciado pelos dividendos extraordinários de R$ 200 milhões aprovados em 16/12/2025. Esse conforto financeiro já aparecia nos resultados do 3T25, com caixa robusto e rating AAA, quando a companhia mostrou três trimestres seguidos de crescimento de receita e recuperação de market share em biscoitos e massas. A combinação de liberação de capital de giro, verticalização de insumos e disciplina em SG&A reduziu a volatilidade e deu previsibilidade ao ciclo de caixa, o que naturalmente alimenta especulações de M&A em empresas com balanço sólido. Ao rechaçar o rumor sobre Yoki, a administração sinaliza que seleções de portfólio, mix e adjacências seguem prioritárias e que qualquer movimento inorgânico será oportunista e comunicado tempestivamente.
No eixo de remuneração ao acionista, a companhia tem explicitado metas e calendário, ancorando expectativas e reduzindo ruído informacional. A meta de distribuir 80% do lucro ajustado e a imputação dos intercalares ao dividendo obrigatório reforçam a escolha por retorno consistente sem comprometer investimentos em adjacências, food service e expansão internacional. Esse compromisso ficou materializado nos dividendos mensais de R$ 0,03 por ação ao longo de 2026, que consolidam a previsibilidade e a disciplina de capital. Assim, a negativa sobre a Yoki não é um ponto fora da curva, mas a continuidade de uma trajetória que privilegia execução operacional, seletividade na alocação de caixa e transparência com o mercado.







