A Equatorial Energia aprovou a distribuição de JCP de R$ 167,7 milhões (R$ 0,13328049985 por ação), com direito a quem estiver na base ao fim do pregão de 29/12/2025 e ações ex a partir de 30/12/2025. O pagamento ocorrerá em data a definir, em parcela única, com IRRF conforme legislação; os valores líquidos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório de 2025. Na prática, a companhia mantém a disciplina de remunerar o acionista otimizando imposto via JCP e suavizando sazonalidades de caixa, sem comprometer o CAPEX nas concessões. Este anúncio sucede o expressivo JCP de R$ 1,819 bi amparado por reservas em 31/10/25, e sinaliza a transição de um provento extraordinário, pós-rotação de portfólio, para um fechamento de exercício com ajuste fino ao lucro apurado até 30/9.
Em paralelo, a Equatorial reforçou o balanço na mesma data de reunião do conselho, reorganizando o patrimônio líquido para estabilizar métricas por ação e dar lastro ao ciclo 2026: reclassificou R$ 9,5 bilhões de reservas para capital social, sem emissão de ações e sem uso de caixa, preservando o free float e evitando diluição. Esse movimento integra a engenharia de capital do ano — que também dialoga com recompras voltadas ao LTI — e amarra proventos a uma base de capital mais robusta, com foco em eficiência regulatória e continuidade de investimentos. Trata-se do aumento de capital por capitalização de reservas aprovado em 22/12/2025, que consolida o playbook de combinar fortalecimento do PL e previsibilidade por ação com uma política de remuneração responsável.
A sustentação desse payout vem do núcleo regulado da companhia: após a venda do braço de transmissão e a concentração em distribuição e renováveis, a Equatorial passou a capturar ganhos consistentes de produtividade (PMSO, perdas) e de qualidade (DEC/FEC), além de alongar passivos e reforçar liquidez. No 3T25, a empresa reportou EBITDA ajustado de R$ 3,5 bilhões e receita de R$ 14,1 bilhões, com oitavo trimestre de perdas abaixo do nível regulatório e melhora de indicadores de qualidade — pano de fundo que estabiliza o EBITDA‑tarifa entre RTAs e RTPs e dá segurança para proventos mais recorrentes no fechamento do ano. Os resultados do 3T25 que consolidaram a virada operacional conectam o avanço operacional à disciplina de capital descrita acima, explicando por que a companhia consegue remunerar o acionista e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade de investir nas concessões.







