A Vulcabras corrigiu o aumento de capital de outubro para R$ 563,281 milhões, com emissão de 40.965.926 ações a R$ 13,75, e, após nova capitalização da reserva legal, ajustou o capital social para R$ 1,630,981 bilhão. A retificação substitui a homologação de 17/12 (R$ 572,730 milhões e 41.653.086 ações) e decorre de falha operacional no processamento de ordens de preferência condicionadas a quantidade mínima; os excedentes foram ressarcidos aos acionistas. O preço manteve a estrutura: 36,36% para o capital social e 63,64% para a reserva de capital. A companhia também reiterou que as ações subscritas seguem com direito aos dividendos aprovados na mesma data, preservando o cronograma e a previsibilidade ao investidor, conforme a homologação parcial e dividendos aprovados em 17/12/2025.
Estratégicamente, a correção não altera o núcleo do plano: reforço de capital próprio com preferência aos atuais acionistas, preço com deságio para incentivar adesão e partilha do valor entre capital e reserva. Ao recalibrar o número de ações e os montantes em razão do evento operacional, a administração preserva a integridade do processo, o tratamento isonômico e a narrativa de disciplina financeira que vem sendo executada no trimestre. Na prática, este ajuste consolida a fase de subscrição e saneia eventuais assimetrias sem mudar o objetivo de combinar retorno e reinvestimento — a mesma bússola definida no desenho dual de retorno e reinvestimento aprovado em 30/10 (R$ 2,20/ação + emissão a R$ 13,75).
Do ponto de vista de governança, a manutenção do direito aos dividendos e a capitalização contábil da reserva (sem entrada de caixa) continuam alinhadas à reorganização da política de remuneração. O arcabouço que reduziu o dividendo obrigatório e abriu recesso aos dissidentes deu flexibilidade para calibrar proventos, recompras e reforço de capital conforme ciclo e valuation. A retificação atual, portanto, é mais um capítulo de execução técnica dentro desse arranjo, reforçando previsibilidade, proteção ao minoritário e robustez patrimonial para 2026, em linha com a redução do dividendo obrigatório e direito de retirada deliberados na AGE de 26/11.







