O Banrisul aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) complementar referente ao 4º trimestre de 2025, no montante de R$ 180 milhões. Terão direito os acionistas na base de 26/12/2025; as ações ficam ex-direito em 29/12/2025 e o pagamento ocorrerá em 09/01/2026. O valor bruto por ação é de R$ 0,44004976 (ON e PNB) e R$ 0,46253751 (PNA), com retenção de 15% de IR na fonte — exceto para PJs imunes/isentas que comprovarem a condição até 30/12/2025. O montante será imputado ao dividendo obrigatório, conforme Estatuto e legislação. Este complemento eleva a distribuição do trimestre e consolida a previsibilidade de remuneração, somando-se ao primeiro anúncio de JCP do 4T25, de R$ 150 milhões, e reforçando um calendário de retornos que atravessa dezembro e se conclui no início de janeiro.

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O movimento dá continuidade à estratégia de payout sinalizada ao longo do ano: previsibilidade trimestral, disciplina de capital e coerência com metas de retorno. Essa diretriz foi explicitada na Apresentação Institucional do 3T25, que reiterou JSCP trimestral e o “Payout 2025 +40%”, conectando a monetização de serviços, a digitalização e a expansão de canais ao compromisso de distribuir resultados sem comprometer a solvência. Em outras palavras, o complemento anunciado agora é a peça mais recente de uma narrativa planejada, que privilegia consistência de caixa, estabilidade de risco e relacionamento com a base de clientes para sustentar o retorno aos acionistas.

Do lado prudencial, a continuidade de distribuição se ancora em folga de capital e estabilidade de risco. No trimestre de referência, o banco já havia destacado Índice de Basileia de 17,9% e reforço via Letras Financeiras Subordinadas Nível II, ampliando a capacidade de originação sem pressionar a solvência — elementos que permitem manter uma política de remuneração condicionada a colchões robustos. Esses pilares foram detalhados no resultado do 3T25, com Basileia de 17,9% e reforço prudencial via letras subordinadas, somados a uma inadimplência controlada e spreads preservados em um ambiente de funding ancorado na Selic. Assim, a combinação de capital, risco e eficiência operacional cria espaço para complementar o JCP do trimestre sem desviar da prudência financeira.

No vetor de receitas, a previsibilidade de distribuição também se beneficia de contratos e relacionamentos que ampliam o caráter recorrente do caixa. É nesse contexto que ganham relevância as tratativas sobre a cessão onerosa da folha de pagamento do Estado e a criação de Comitê Especial Independente, passo que, se concluído com equilíbrio econômico, tende a fortalecer receitas de serviços, cross-sell e vínculos institucionais — ativos que estabilizam resultados e ajudam a sustentar a constância do payout. Em conjunto, o JCP complementar, a disciplina de capital e o avanço em monetização de serviços contam uma mesma história: previsibilidade com prudência, reforçando a trajetória de retorno recorrente ao acionista.

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