A Companhia Energética de Brasília (CEB) aprovou o exercício do direito de preferência na alienação das ações da Energética Corumbá III (EC-III) detidas pela CELGPAR. Pelo mecanismo, a CEB desembolsará R$ 55,104 milhões para adquirir 27.356.870 ações — 9.118.956 ON e 18.237.914 PN — elevando sua participação no capital total de 37,5% para 60% (40% das ON e 80% das PN). O leilão do bloco ocorreu na B3 e foi arrematado pela Neoenergia Renováveis por R$ 91,84 milhões; ao exercer a preferência nas mesmas condições do CCVA, a CEB toma 60% do lote e preserva a proporcionalidade econômica do ativo.
Estratégicamente, o movimento reforça a alocação seletiva de capital: a companhia amplia a exposição econômica à EC-III, combinando ganho de participação com disciplina financeira. Essa decisão dialoga com a convocação da Assembleia para deliberar dividendos intercalares de R$ 125 mi, embasada nas análises pós-3T25, ao evidenciar uma esteira de decisões que equilibram retorno ao acionista e reforço de portfólio. Ao elevar o peso em PN na EC-III, a CEB aumenta o potencial de captura de fluxos econômicos, sem necessariamente concentrar o controle de voto, o que sugere foco em remuneração e eficiência do capital.
Diferentemente de movimentos isolados, a companhia orquestra uma agenda combinada: distribui recursos relevantes e, em paralelo, aproveita a janela de preferência para consolidar participação em geração. O desembolso de R$ 55,1 milhões é compatível com a preservação de caixa após o pagamento de R$ 125 milhões em 19 de dezembro de 2025, mantendo consistência com a disciplina de capital e a previsibilidade sinalizadas ao mercado. Em síntese, a CEB usa o fim do ano para traduzir o 3T em execução: retorno imediato aos acionistas e incremento de participação em ativo estratégico.







