Nesta quarta-feira, 17 de dezembro de 2025, a Brisanet (BRST3) aprovou a distribuição de R$ 18 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), equivalentes ao valor bruto de R$ 0,041095183 por ação ordinária. Farão jus aos JCP os acionistas posicionados em 19 de dezembro de 2025; as ações ficam ex-JCP a partir de 22 de dezembro. O pagamento será líquido de 15% de IRRF (salvo imunidade/isenção) e os valores serão computados nos dividendos obrigatórios do exercício, com quitação prevista para o primeiro semestre de 2026, em data a ser divulgada.

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Além de reforçar a disciplina de alocação de capital, o anúncio consolida a narrativa de retomada de resultados e eficiência que ganhou tração ao longo do ano. O movimento é coerente com os resultados do 3T25 — lucro, margem e virada operacional, quando a companhia evidenciou melhora de rentabilidade e avanço da convergência fixo‑móvel. Ao programar o pagamento para 1S26, a Brisanet preserva flexibilidade de caixa em um ciclo ainda intensivo em investimentos e alinha a remuneração ao acionista ao ritmo de geração operacional e ao calendário de desembolsos.

Essa decisão também dialoga com a estratégia de fortalecer a estrutura de capital e assegurar funding de longo prazo para rede e densidade. A captação via 5ª emissão de debêntures com rating brAA- buscou alongar o passivo e dar previsibilidade ao ciclo de expansão em 4G/5G e FTTH, permitindo que a companhia mantenha o passo de investimentos sem abrir mão de uma política de retorno aos acionistas baseada em JCP, especialmente relevante em momentos de consolidação operacional e monetização da base.

Do lado da eficiência, a redução estrutural de carga tributária e a mitigação de contingências reforçam a capacidade de distribuir caixa de forma responsável. O regime especial de ICMS no RN e a transação tributária reduziram a base de cálculo em serviços de comunicação e diferiram impostos na importação de equipamentos, criando margem para acelerar densidade de rede e, simultaneamente, sustentar remuneração ao acionista com menor volatilidade de fluxo de caixa. Em síntese, o JCP anunciado é mais um capítulo de uma estratégia que combina recuperação operacional, financiamento bem estruturado e otimização tributária.

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