A Brisanet (BRST3) encerrou o 3T25 com lucro de R$ 38,4 milhões, receita líquida de R$ 433,6 milhões e EBITDA ajustado de R$ 192,9 milhões (margem de 44,5%). O EBITDA reportado somou R$ 225,8 milhões (52,1%), impulsionado por efeito pontual de créditos fiscais de cerca de R$ 33 milhões. Este desempenho consolida a virada operacional e a estratégia de convergência fixo‑móvel ressaltadas na atualização de agosto, quando a companhia já indicava aceleração simultânea do móvel e da banda larga apoiada por capex em 4G/5G. Na comparação anual, a receita cresceu 19%, o EBITDA ajustado superou os patamares do 3T24 e do 2T25, e o B2B avançou 22%. Os custos subiram 17,3% a/a, com depreciação e amortização de R$ 125,2 milhões refletindo a ativação de torres no móvel, enquanto as despesas operacionais recuaram 16,6% a/a (−25,3% t/t), beneficiadas por créditos tributários e previdenciários extemporâneos.

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Na frente comercial, o móvel foi o destaque: 700,7 mil acessos em setembro e 762,1 mil em outubro, com presença em 296 cidades e cobertura de cerca de 14,3 milhões de habitantes. Foram adicionados mais de 138 mil clientes no trimestre, sinal de que a maior densidade de rede está se convertendo em adições líquidas. Na banda larga, a base chegou a 1.538.952 clientes (+22.090 no trimestre), mantendo o ARPU B2C em R$ 89,35 e registrando 37 mil conexões em FWA — tecnologia que tende a ceder espaço onde a fibra já está madura, melhorando o mix. Esse movimento dá sequência ao marco em que a base móvel superou 700 mil em setembro, com elevação do take‑up para 21% e reforço de cobertura no Nordeste, preparando a monetização via ofertas convergentes e maior ocupação da rede.

Do lado financeiro, o resultado líquido foi pressionado por despesa financeira de R$ 79,4 milhões (receita financeira de R$ 33,6 milhões), levando o resultado financeiro líquido a −R$ 45,8 milhões. Ao fim de setembro, a dívida bruta era de R$ 1,98 bilhão e a líquida de R$ 1,65 bilhão, com alavancagem de 2,18x dívida líquida/EBITDA UDM e caixa de R$ 336 milhões. Nos 9M25, a receita líquida totalizou R$ 1,235 bilhão, o EBITDA ajustado R$ 544,9 milhões (44,1%) e o lucro líquido R$ 65 milhões; o capex somou R$ 605 milhões e o fluxo de caixa livre ficou negativo em R$ 20 milhões, em linha com o ciclo de investimentos para expandir 4G/5G e cumprir compromissos de frequência assumidos em 2021, enquanto os ganhos de escala e a redução de opex ajudam a amortecer o pico de investimentos.

À frente, a companhia reiterou que seguirá ampliando cobertura “de acordo com o compromisso assumido nos leilões de frequência de 2021”. A teleconferência do 3T25 ocorrerá na quinta‑feira, 13 de novembro, às 9h, conforme o remanejamento da teleconferência para 13 de novembro e a participação do CEO na COP 30, que reforçou a ênfase em ESG sem desviar a execução operacional. A sessão deve detalhar os vetores de crescimento no móvel, a monetização da base fixa, a evolução do mix FTTH/FWA e a disciplina financeira diante do capex, compondo a continuidade da estratégia de convergência e densidade de rede.

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