A Brisanet (BRST3) informou que a Standard & Poor’s atribuiu rating "brAA-" às debêntures da 5ª emissão, em oferta pública destinada exclusivamente a investidores profissionais, podendo alcançar até R$ 500 milhões. A operação seguirá o rito de registro automático da Resolução CVM 160, com distribuição de no mínimo 400 mil e no máximo 500 mil debêntures simples, nominativas e escriturais (valor unitário de R$ 1.000), coordenada por Itaú BBA (líder), Santander e Bradesco BBI. Haverá garantia firme para 400 mil títulos e melhores esforços para 100 mil; por ser uma oferta para profissionais, houve dispensa de prospecto e lâmina, com restrições de revenda previstas na norma. A data de emissão será 15 de dezembro de 2025.
Do ponto de vista estratégico, a captação alonga o passivo, diversifica fontes e sustenta o ciclo de investimentos em 4G/5G e fibra. Como pano de fundo, os números do 3T25 — alavancagem de 2,18x, dívida líquida de R$ 1,65 bi e capex concentrado em 4G/5G nos 9M25 já apontavam a necessidade de ampliar cobertura e densidade, com fluxo de caixa pressionado pelo pico de investimentos e compromissos de frequência assumidos. A 5ª emissão, com rating brAA-, tende a otimizar a estrutura de capital, alongando prazos e reforçando a liquidez para sustentar a convergência fixo‑móvel e a monetização da base.
Na frente operacional e regulatória, a emissão também dá continuidade ao pipeline de expansão e garante previsibilidade às entregas. O avanço foi evidenciado pela base móvel acima de 700 mil chips em setembro e pela vitória no 3º leilão reverso 4G/5G (65 localidades e 7 trechos, com R$ 39,7 milhões em recebíveis), que elevaram a cobertura e exigem capex continuado para acelerar a densidade de rede nas praças endereçáveis. Ao combinar expansão do móvel, migração de FWA para fibra e maior take‑up, a companhia amplia a alavanca de monetização, o que torna racional buscar funding de mercado com instrumentos mais aderentes ao perfil de longo prazo da infraestrutura.
A decisão, portanto, alinha-se com a estratégia explicitada ao mercado, que prioriza convergência, densidade e disciplina financeira. Esse foco foi reiterado no remanejamento da teleconferência do 3T25 e na atualização do calendário, que destacaram aceleração do móvel, avanço do FTTH e elevação do take‑up, reforçando a coerência entre execução e financiamento. Em síntese, o rating brAA‑ e a oferta sob registro automático consolidam a fase de financiamento do ciclo, preservando agilidade para capturar demanda em corredores e bolsões desassistidos onde a Brisanet vem ampliando presença.







