Na terça-feira, 16 de dezembro de 2025, em Dias D’Ávila (BA), a Paranapanema informou o encerramento do período de exercício do direito de preferência da 8ª emissão de debêntures conversíveis em ações. A companhia também comunicou que a subscrição de sobras ocorrerá de 17 a 23 de dezembro, exclusivamente por investidores que registraram interesse durante a preferência, com rateio proporcional às reservas originais. Trata-se de um passo operacional que executa o cronograma e as condições já divulgadas, preservando a lógica de conversão e o foco em liquidez. O rito é aderente à aprovação da 8ª emissão privada de debêntures conversíveis, quirografárias e com conversão obrigatória no vencimento, com preferência entre 17/11 e 16/12 e preço referenciado ao VWAP, que definiu, entre outros pontos, o gatilho de cancelamento se o montante mínimo não for atingido.
Este movimento consolida a mudança de abordagem na captação: em vez de depender de aportes de equity puro, a companhia passou a priorizar instrumentos conversíveis que aliviam o caixa e distribuem a diluição ao longo do tempo. A abertura de sobras restrita a quem manifestou interesse e o rateio proporcional tendem a endereçar melhor a demanda efetiva, evitando leilões de última hora e calibrando a previsibilidade para os acionistas. Diferentemente do ciclo anterior, marcado por baixíssima aderência e pelo cancelamento da quase totalidade da oferta, a companhia vivencia agora um processo com reservas já sinalizadas e regras de alocação prévias, em linha com a execução do PRJ e a reconstrução de confiança após meses de ajustes operacionais. Esse contraste fica claro na homologação parcial do aumento de capital de R$ 53,6 milhões, com apenas 0,034% de adesão e sem abertura de sobras, que reforçou a necessidade de redesenho da estrutura de captação.
Além disso, a engenharia financeira em curso combina instrumentos que atacam frentes distintas da estrutura de capital. Enquanto a debênture conversível atende acionistas e investidores qualificados sob preço dinâmico referenciado a mercado, a companhia opera, em paralelo, mecanismos para reduzir passivos e reforçar o patrimônio sem saída de caixa imediata, fortalecendo o balanço para a retomada operacional. Exemplo disso é a 7ª janela do pedido de conversão de créditos em ações, prevista no 3º aditamento do PRJ, com preço de R$ 0,78 por ação e janelas sucessivas, cuja coexistência com a 8ª emissão evidencia continuidade estratégica: menos dívida, mais capital próprio e execução faseada sob governança e previsibilidade.







