A abertura da 7ª Janela do Pedido de Conversão permite que credores da Paranapanema troquem seus créditos por ações ao preço de R$ 0,78 por ação até 19/12/2025. Prevista no 3º aditamento do Plano de Recuperação Judicial, homologado em 05/12/2025, a medida reforça a estratégia de desalavancagem com preservação de caixa e dá continuidade a um roteiro de reequilíbrio de capital que vem sendo ajustado conforme o apetite do mercado e as necessidades do PRJ.
Diferentemente do observado no ciclo de captação anterior, quando houve a homologação parcial do aumento de capital de R$ 53,6 milhões, com baixa adesão, a companhia avança agora por um mecanismo que alinha incentivos de credores e da empresa, permitindo redução de passivos sem saída de caixa e com diluição mais previsível. Ao oferecer um preço fixo de conversão e janelas sucessivas, a administração busca aumentar a aderência ao plano, sinalizar previsibilidade de execução e mitigar o risco de mercado que afetou emissões puramente de equity. Em paralelo, a conversão de créditos tende a fortalecer o balanço e a base de capital para a retomada operacional.
O movimento também dá continuidade à estratégia de instrumentos conversíveis adotada recentemente, como a 8ª emissão privada de debêntures conversíveis, sem juros e com conversão obrigatória, de até R$ 60 milhões. Enquanto as debêntures referenciam preço a mercado (mecânica de VWAP) e preservam o fluxo de caixa até a conversão, a janela atual fixa R$ 0,78 por ação para credores no âmbito do PRJ, oferecendo maior visibilidade de diluição. Em ambos os casos, o objetivo central é recompor capital de giro, reduzir alavancagem e criar um trilho de financiamento compatível com a realidade operacional. A coexistência de janelas e instrumentos conversíveis evidencia uma engenharia financeira incremental, que busca atender perfis distintos de investidores e credores, encurtando o caminho para a estabilização.
Em governança, a decisão de abrir a 7ª janela ocorre após a companhia reforçar disciplina informacional ao priorizar a conclusão do teste de recuperabilidade antes da divulgação do ITR 3T25 e responder às cobranças do regulador, como na resposta ao ofício da CVM sobre os adiamentos do ITR 3T25 e a prioridade ao teste de impairment. Ao ancorar os próximos passos em demonstrações financeiras consistentes, a empresa melhora a precificação das conversões e a negociação com credores, fortalecendo a execução do 3º aditamento homologado. Em suma, a nova janela consolida a estratégia de capital iniciada nos últimos meses: menos dívida, mais capital próprio e comunicação calibrada ao avanço do PRJ.







