Na Apresentação Institucional de setembro/25, a Petz reporta LTM: lucro líquido ajustado de R$ 73,2 mi, receita bruta de R$ 4,2 bi e EBITDA ajustado de R$ 306,8 mi (margem de 7,3%), além de geração de caixa de R$ 140,5 mi no 3T25. Este material reforça a leitura do 3T25 de consolidação operacional, com avanço de margem e caixa apoiados por marcas próprias, ao mostrar que as alavancas de mix, eficiência e omnicanalidade seguem ancorando a recuperação.

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Nos 9M25, a receita bruta atingiu R$ 3,159 bi contra R$ 2,932 bi em 9M24; a margem bruta passou de 39,0% para 39,2% e a margem EBITDA ajustada de 6,6% para 7,1%, sinalizando ganho de rentabilidade mesmo com crescimento moderado. A penetração digital manteve-se elevada (R$ 1,342 bi; 42,5% das vendas), com 93% das vendas em modelo omnichannel e 97% das entregas em até D+1 via ship from store, enquanto o cliente omni consome 2,5x o monocanal. A ofensiva de marcas próprias avançou 36% a/a no 3T25 e já representa 12,8% do total, apoiada por novos SKUs (como a marca Fuzz para gatos) e collabs que reforçam a proposta de valor. No caixa, o trimestre exibiu variação positiva de capital de giro de R$ 43 mi, investimentos contidos em R$ 35 mi e ausência de financiamento, elevando o saldo de R$ 374 mi para R$ 514 mi. A rede encerrou com 264 lojas em 24 UFs, 111 clínicas Seres em 20 UFs e 15 hospitais, evidenciando expansão seletiva e mais disciplinada.

O pano de fundo estratégico permanece a busca por eficiência e escala. A companhia recorda o Acordo de Associação com a Cobasi, ainda sujeito ao crivo do CADE, como vetor para ampliar poder de compra, diluir despesas e recompor competitividade num setor pressionado por marketplaces. Esse movimento dá continuidade à audiência no CADE em outubro/25, que reconheceu o desvio em relação ao IPO e apresentou a associação com a Cobasi como alavanca de recuperação de competitividade. Uma decisão favorável — esperada para o fim de 2025/início de 2026 — pode acelerar sinergias operacionais e sustentar preços mais competitivos, potencializando os ganhos já observados nas margens.

Para o investidor, a mensagem central é continuidade: margens ligeiramente maiores, caixa forte, omnicanalidade madura e private label escalando. Diferentemente de 2024, quando margens e participação recuaram, a execução de 2025 prioriza rentabilidade e conversão de caixa enquanto aguarda a definição regulatória. Acompanhar a sustentação do mix de marcas próprias sem canibalizar sortimento, a evolução do Seres Saúde e a disciplina de capex será crucial para validar a tese de recuperação com geração de caixa.

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