A Petz (PETZ3) reportou um 3T25 de consolidação operacional: lucro líquido de R$ 33,4 mi (+124,1% a/a), receita bruta de R$ 1,1 bi (+6,9% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 83,9 mi (+12,6% a/a), com margem de 7,7% em base IAS 17. A margem bruta avançou para 39,6% (+0,7 p.p.), suportada por marcas próprias (+36% a/a), que já representam 12,8% do faturamento de produtos. No top line, o B2C cresceu 7,3% a/a, com o físico (+8,1%) ligeiramente à frente do digital (+6,7%), que segue robusto (R$ 468,9 mi, 43,1% de penetração; 93% omnichannel). O B2B recuou 7,7% a/a. A geração de caixa operacional líquida somou R$ 140,5 mi e a companhia fechou com caixa líquido de R$ 81,0 mi (0,3x EBITDA LTM). Investimentos ficaram em R$ 35,2 mi; houve abertura de 3 lojas e 1 fechamento, totalizando 264 unidades em 24 UFs.

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Este resultado consolida a virada operacional iniciada no 3T24 — com foco em margem, mix e omnicanalidade — e reforça a disciplina de capital ao priorizar geração de caixa sobre expansão acelerada. A combinação de ganho de margem bruta via marcas próprias, crescimento de serviços (+13,4% a/a) e normalização logística sustenta a recuperação após um 2024 pressionado por competição de marketplaces e maturação de lojas novas. Nesse sentido, os números confirmam a continuidade da virada operacional iniciada no 3T24 e eficiência no 1S25, quando a empresa já apontava estabilização de margens, avanço do omnichannel e cobertura de investimentos com caixa, pilares que agora aparecem mais maduros no 3T25.

Estratégicamente, a melhora operacional se conecta ao racional da fusão com a Cobasi: ampliar poder de compra, diluir despesas e recompor competitividade por escala. O caso está no Tribunal do CADE, com expectativa de decisão na primeira quinzena de dezembro de 2025 e prazo máximo em 02/jan/2026. Uma aprovação manteria a trajetória iniciada de ganho de eficiência e sustentaria preços mais competitivos, endereçando a compressão de margens e a perda de market share diagnosticadas no ciclo 2024–2025. Enquanto isso, a Petz segue cautelosa na expansão (abertura líquida modesta) e intensifica alavancas de rentabilidade (mix, serviços, private label), coerente com a mensagem de gestão “prudente e voltada à geração de caixa”.

Para o investidor, pontos de monitoramento: a) continuidade do ganho de margem bruta via marcas próprias sem comprometer sortimento; b) recuperação do B2B, hoje em retração; c) ritmo de maturação das lojas e eficiência de SSS (+5,3% a/a) em cenário competitivo ainda duro; d) decisão do CADE e cronograma de captura de sinergias. Em síntese, o 3T25 marca mais um passo da narrativa de recomposição de margens e caixa, preparando a base para, caso aprovada, uma integração com maior potencial de escala e diluição de custos.

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