Na segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, a Eletrobras/AXIA Energia (AXIA3, AXIA5, AXIA6) publicou o guia de participação e votação para a AGE de 19/12, às 14h. O Boletim de Voto a Distância (BVD) deve ser enviado até 15/12 e a habilitação para participação digital (via cadastro no site ou app Atlas AGM) vai até 23h59 de 17/12. Detentores de ADR votarão por proxy card encaminhado ao depositário Citibank N.A., seguindo prazos de seus intermediários, com consolidação dos votos pelo banco na assembleia. A AGE será exclusivamente digital.
Além do passo a passo operacional, a lâmina antecipa deliberações que redesenham a estrutura acionária: criação das novas classes preferenciais PNA1, PNB1, PNR e classe “C”; conversões mandatórias das atuais PNs para as novas classes; resgate compulsório das PNR; direito de venda em OPA por alienação de controle; aumento do capital autorizado; e reforma/Consolidação do Estatuto. Trata-se da tradução prática da AGE de 19/12 com a arquitetura PNC/PNR, aumento do capital autorizado e ajustes de poison pill. Ao orientar BVD e participação digital, a companhia busca quórum amplo para um arranjo que equaliza direitos econômicos e políticos (one share, one vote), preserva o prêmio das preferenciais via resgate das PNRs, mitiga concentração de voto e confere previsibilidade ao cronograma de conversão, reduzindo ineficiências de governança e pressões de caixa em um ciclo ainda intensivo em CAPEX regulado.
Esse desenho dá sequência ao reinício dos estudos para migrar ao Novo Mercado e à proposta de bonificação em PNC com voto e conversão mandatória até 2031, posicionando a unificação acionária como trajetória com etapas bem definidas e proteção a minoritários (tag along e mecanismos anti-concentração). A instrução específica aos ADRs — votar “aprovar os itens 1 a 10” — padroniza a execução transfronteiriça, reforçando alinhamento entre mercados e simplificando a coleta de votos de investidores estrangeiros. Em paralelo, a combinação de BVD, assembleia 100% digital e prazos claros reduz fricções, amplia participação e dá robustez processual a mudanças estatutárias sensíveis, como a criação de classes transitórias e o resgate compulsório, essenciais para a ponte até o modelo de capital do Novo Mercado.
No plano de narrativa corporativa, a ênfase em governança, previsibilidade e comunicação integrada com investidores dá continuidade ao rebranding para AXIA e foco em governança e plataformas reguladas, no qual a empresa vem trocando volatilidade por fluxos regulados, simplificação societária e disciplina de capital. Assim, a AGE de 19/12 não é um ato isolado: consolida a arquitetura societária anunciada, alinha direitos econômicos e políticos, e fortalece a coerência do posicionamento pós-privatização ao preparar a base acionária para a próxima etapa de governança exigida pelo Novo Mercado.







