ENGIE Brasil (EGIE3) anunciou dividendos intercalares de R$ 0,88143194897 por ação, a serem pagos em 23 de dezembro de 2025, totalizando R$ 719,2 milhões. Os proventos referem-se ao primeiro semestre de 2025, com base nas demonstrações de 30 de junho de 2025, e foram aprovados pelo Conselho de Administração em 7 de agosto de 2025. Terão direito os acionistas posicionados no Itaú Unibanco em 21 de agosto de 2025. O comunicado, datado de 2 de dezembro de 2025 em Florianópolis, é assinado pelo CEO Eduardo Sattamini e pelo CFO e RI Pierre Leblanc.
Este pagamento reforça a consistência da política de remuneração sustentada pela combinação de maior previsibilidade operacional e disciplina de capital. A melhora do perfil de geração de caixa ficou evidente nos resultados do 3T25 que consolidaram a virada operacional, impulsionados pelo ramp-up de Serra do Assuruá e Assú Sol e pela disponibilidade integral em transmissão. Ao equilibrar geração renovável com ativos regulados, a companhia reduz a volatilidade intrínseca do portfólio e cria base para manter um fluxo de proventos compatível com seu ciclo de investimentos.
Do lado estrutural, a previsibilidade de resultados foi reforçada pela autorização para início do primeiro trecho de Asa Branca em 26/11/2025, que eleva a RAP e funciona como “colchão” regulado contra a sazonalidade e a variabilidade intradiária que afetam eólicas e solares. Esse aumento do peso de receitas estáveis em transmissão sustenta Ebitda recorrente e dá resiliência ao payout mesmo enquanto novos parques renováveis amadurecem. Em paralelo, vale notar que a readequação de reservas por meio da bonificação de 40% aprovada em 05/11/2025 não consome caixa e fortalece o capital próprio; ademais, como as ações bonificadas participam de proventos declarados a partir de 01/12/2025, elas não fazem jus a este dividendo específico, que foi declarado em 07/08/2025 com data-base de 21/08/2025.







