A ENGIE Brasil (EGIE3) obteve do ONS a autorização para início da operação comercial do trecho Morro do Chapéu II – Poções III, na Bahia, a partir de 26/11/2025. O segmento representa 33% da RAP de Asa Branca (R$ 282,7 mi, base jun/25) e marca o ponto inicial de operação do sistema, que totaliza ~1.000 km interligando BA, MG e ES e envolve a ampliação de cinco subestações. A frente iniciou em ago/2024, com linha de 500 kV e 334 km, impactando 19 municípios, com execução de programas socioambientais e mais de 2.000 empregos diretos. O marco confirma cronograma e previsibilidade operacional, em linha com a reiteração no 3T25 do início do primeiro trecho de Asa Branca no 4T25.
Do ponto de vista estratégico, a entrada do trecho aumenta o peso de receitas reguladas e estáveis (RAP), suavizando a volatilidade da geração e fortalecendo o Ebitda recorrente. Ao lado do ramp-up de Assuruá e Assú Sol, a companhia consolida a diversificação do portfólio e cria base para acelerar seletivamente o pipeline de transmissão, com disciplina de risco, governança e espaço para parcerias e reciclagem de capital quando apropriado. Essa direção foi preparada e operacionalizada com o consórcio para disputar o Leilão de Transmissão Aneel 04/2025, reforçando escala e arcabouço de decisão em novas concessões e ampliando sinergias operacionais com a malha que integra Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
Para sustentar o ciclo sem pressionar alavancagem ou payout, a ENGIE vem fortalecendo o capital próprio por instrumentos não caixa. A readequação de reservas via bonificação de 40% aprovada em 05/11/2025 exemplifica a disciplina financeira que suporta Capex intensivo em ativos regulados, preservando flexibilidade para parcerias e eventual reciclagem minoritária. Em conjunto, o início de Asa Branca, a expansão seletiva em leilões e o reforço de capital consolidam a estratégia de crescimento com previsibilidade, sustentada por governança e execução.







