Com receita líquida de R$ 482,7 mi (+15,1% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 254,6 mi (+27,9%; margem de 52,7%), o 3T25 da Mills evidencia aceleração operacional, apesar do recuo de 4,9% no lucro influenciado por itens não recorrentes e maior despesa financeira em meio a CDI elevado e custos de captação. Esse desempenho reforça a maturidade da estratégia e a disciplina de capital, em linha com a renovação do Conselho anunciada em 3 de novembro de 2025, que sinalizou continuidade na supervisão estratégica e foco em eficiência.
Do lado financeiro, a alavancagem seguiu estável em 1,5x dívida líquida/EBITDA, enquanto a 11ª emissão de debêntures (R$ 500 mi a CDI + 0,90%, prazo de 5 anos e amortização apenas nos dois últimos) alonga passivos e preserva liquidez. O capex de R$ 261,2 mi — com 93% destinado à frota de locação —, somado à conversão de caixa robusta (99,6% no trimestre; 74,4% no 9M25), sustenta crescimento com retorno disciplinado. A aquisição da Next Rental em agosto e o aumento da participação de contratos de longo prazo para 55% da receita de locação ampliam previsibilidade do fluxo e densidade de ativos, reforçando a estratégia de consolidação e de mix de receitas mais resiliente.
Na remuneração ao acionista, o conselho aprovou JCP de R$ 42,5 mi (payout de ~63% do lucro do período), coerente com a geração de caixa e com a disciplina de alocação. O anúncio é consistente com o JCP referente ao 3º trimestre de 2025, que detalhou valores, datas e pagamento, oferecendo previsibilidade de retorno e evidenciando a organização do calendário de proventos ao longo do exercício.
Para a live de resultados, pontos-chave a acompanhar: trajetória da despesa financeira diante do novo perfil da dívida; impactos dos itens não recorrentes e da reclassificação contábil (ICPC 22) sobre o lucro; captura de sinergias da Next Rental; e o ritmo de capex versus ocupação e margens da frota, essenciais para sustentar a margem de EBITDA acima de 50% e manter a alavancagem ancorada em 1,5x.







