A Infracommerce (IFCM3) reportou no 3T25 prejuízo de R$ 79,4 mi, receita líquida de R$ 147,3 mi (-41,1% a/a) e EBITDA de R$ 6,5 mi (margem de 4,4%), revertendo o resultado negativo do 3T24 (-R$ 13,7 mi). O lucro bruto somou R$ 30,3 mi com margem de 20,6% (24,6% um ano antes). O indicador EBITDA (-) Capex (+) Desp. Antecipação Recebíveis (-) Aluguéis foi de -R$ 3,5 mi, melhora de 92,9% a/a, enquanto custos e despesas excluindo impairment caíram 46,3% (R$ 160,0 mi). O patrimônio líquido ficou positivo em R$ 338,3 mi após conversão de ~65% das debêntures, revertendo o passivo a descoberto do 2T25; o capital de giro líquido também virou para R$ 300,5 mi (de -R$ 465,6 mi no fim de 2024). O resultado financeiro líquido foi -R$ 64,1 mi, impactado por provisões de juros de instrumentos mandatoriamente conversíveis a serem liquidados via capitalização. Caixa e aplicações totalizaram R$ 77,6 mi; dívida líquida incluindo M&A foi de -R$ 313,6 mi, dos quais R$ 313,8 mi são instrumentos conversíveis (endividamento líquido financeiro ajustado positivo em R$ 1 mi). A companhia manteve o terceiro trimestre consecutivo de resultado operacional positivo e afirmou que o turnaround entra na fase final, com conclusão prevista para 31/12/2025.

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Este desempenho consolida a virada de balanço iniciada pela migração de passivos para patrimônio, cuja etapa financeira foi materializada na homologação do aumento de capital por capitalização de créditos em 17/10. A lógica de trocar juros por diluição programada dialoga diretamente com a reversão do patrimônio líquido e com a melhora do capital de giro observada neste trimestre, além de atenuar a pressão do resultado financeiro à medida que instrumentos conversíveis forem sendo liquidados por capitalização nos próximos ciclos.

Em continuidade, a companhia preservou previsibilidade de preço e proteção à base acionária ao recalibrar sua emissão para a nova métrica do papel, por meio da rerratificação do aumento ancorada em VWAP e direito de preferência em 30/10. Essa engrenagem — VWAP objetivo, preferência e cronograma claro — é coerente com a leitura do 3T25: custos e despesas em queda expressiva, EBITDA recorrente positivo e caixa preservado mesmo com a sazonalidade do fim de ano. O pipeline de conversões mencionado no release (instrumentos mandatoriamente conversíveis a liquidar em até 5 anos) se ancora justamente nessa arquitetura, dando previsibilidade ao processo de desalavancagem e à estabilização do resultado financeiro.

Do lado societário, a padronização da base e a redução de ruídos operacionais avançaram com a conclusão operacional do grupamento 20:1 e início das negociações exclusivamente grupadas em 7/11. Ao eliminar frações, simplificar o free float e compatibilizar métricas de referência, a empresa reforçou a elegibilidade do papel e sustentou a execução do plano no pico sazonal. Em conjunto, esses marcos explicam a fotografia do 3T25: receita menor após ajustes de portfólio e foco em rentabilidade, alavancas de custos mais enxutas, resultado operacional positivo recorrente e uma trajetória de capital que sustenta a etapa final do turnaround anunciada para dezembro de 2025, com conferência marcada para 17/11, às 14h.

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