A DASA reverteu o prejuízo do 3T24 e reportou no 3T25 lucro de R$ 97 mi, EBITDA de R$ 691 mi e margem de 26,5% (+7,6 p.p.), com geração operacional de caixa de R$ 481 mi. A queda de 34% da receita bruta na comparação anual decorre da desconsolidação da Ímpar após a formação da Rede Américas; em contrapartida, a companhia passou a reconhecer R$ 62 mi em equivalência patrimonial. Com investimentos de R$ 61 mi (−55,4%) e fluxo de caixa livre de R$ 415 mi, a alavancagem caiu para 2,38x (3,50x no 3T24). Diferentemente do 3T24, quando houve prejuízo de R$ 87 mi, o trimestre marca virada operacional com controle de despesas (SG&A de R$ 348 mi, impactadas pelo novo perímetro e −8,7% ex-desconsolidação).

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Em Diagnósticos, a receita bruta somou R$ 2,286 bi (+11,7%), a receita líquida R$ 2,115 bi (+12,0%) e o lucro bruto ajustado R$ 836 mi (+23,1%), com margem de 39,5% (+3,6 p.p.). No Brasil, o volume cresceu 13,8% e o ticket 0,5%, com NPS de 76,9 pts; a operação internacional recuou 30,5% pelo câmbio. Na vertical de Hospitais e Oncologia Nordeste, a receita líquida foi de R$ 449 mi (+2,0%), e a margem bruta atingiu 37,4% (+6,2 p.p.) com redução de 7,2% nos custos, apesar do avanço de 59,3% em impostos e deduções por glosas. Esses números refletem o foco em simplificação de portfólio após os desinvestimentos concluídos em setembro de 2025 (Argentina e Mantris), que consolidaram a estratégia iniciada em 2024 de segmentação do negócio e priorização de Diagnósticos, além de apoiar a desalavancagem. No 3T25, o ganho de capital de R$ 113 mi dessas vendas foi parcialmente compensado por despesa de R$ 168 mi referente ao ajuste de dívida no acordo com a Amil.

Estrategicamente, o 3T25 dá continuidade ao redesenho iniciado com a criação da Rede Américas: a DASA desconsolidou a Ímpar (explicando a queda de receita), enquanto captura via equivalência patrimonial os resultados do novo perímetro, com a Rede Américas reportando receita líquida de R$ 3,117 bi, EBITDA de R$ 611 mi (margem 19,6%) e lucro de R$ 120 mi; o EBITDA recorrente seria de R$ 406 mi (margem 13,0%) ao excluir itens extraordinários. A administração reforça produtividade, digitalização e otimização de custos, além de crescimento orgânico com novos produtos e serviços. Em síntese, os resultados confirmam a virada operacional e a disciplina de capital, sustentando a geração de caixa e a trajetória de redução de alavancagem — pilares para consolidar margens no core de Diagnósticos e estabilizar o novo arranjo hospitalar via Rede Américas.

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