A Equatorial Energia (EQTL3) encerrou antecipadamente o Programa de Recompra 2024 e aprovou o Programa de Recompra 2025, com vigência de 18 meses (13/11/2025 a 14/05/2027) e autorização para adquirir até 5,0% do free float (62.349.524 ações). No ciclo encerrado, foram recompradas 2.746.983 ações ON (0,2% do capital), mantidas em tesouraria para eventual cancelamento, alienação e/ou atendimento aos planos de longo prazo, notadamente o Plano de Matching Shares. As operações ocorrerão em bolsa, sem redução de capital e com uso de lucros e/ou reservas, tendo o conselho atestado capacidade econômico-financeira para executar o programa sem comprometer obrigações e o dividendo obrigatório. Este movimento consolida a disciplina de alocação de capital pós-rotação de portfólio, inaugurada com a conclusão da venda da Equatorial Transmissão em 31/10/25, que simplificou a holding e reforçou o foco em retorno regulado em distribuição e renováveis.
Ao priorizar o atendimento ao Plano de Matching Shares, o novo programa dá previsibilidade à remuneração de executivos e confere elasticidade para eventuais compras oportunísticas, preservando balanço e payout. A decisão dá continuidade à agenda de remuneração ao acionista e à coerência de capital observadas na distribuição de R$ 1,819 bi em JCP aprovada em 31/10/25, quando a companhia mostrou capacidade de devolver caixa sem interromper o ciclo de investimentos. Na prática, a combinação de recompras direcionadas a LTI com proventos recorrentes indica uma política balanceada: mitiga diluição de planos de ações, mantém opcionalidade de cancelamento e ancora o retorno total ao acionista em linha com a geração de caixa regulada.
O conforto do conselho para avançar com a recompra decorre também da execução operacional e da previsibilidade regulatória. Os números recentes do release operacional do 3T25, com energia injetada em alta e perdas em queda, reforçam a tração do core de distribuição, enquanto decisões tarifárias recentes (como RTAs e RTPs) vêm ancorando o EBITDA‑tarifa entre ciclos. Nesse contexto, a recompra 2025 funciona como peça adicional de uma estratégia consistente: portfólio mais simples, foco em eficiência e qualidade nas concessões, geração de caixa mais estável e uma política de remuneração que equilibra proventos e recompras sem sacrificar o CAPEX necessário para sustentar a melhoria de DEC/FEC e a desalavancagem.







