A Melnick reportou no 3T25 lucro de R$ 25 mi (margem líquida de 14,7%) sobre receita de R$ 244 mi, mantendo a sequência de fortalecimento da margem bruta ex-financiamentos (30,6% e terceiro trimestre consecutivo de alta). Embora inferiores ao 2T25 (lucro de R$ 39 mi e receita de R$ 338 mi), os números mostram resiliência operacional e disciplina de capital, refletida também na distribuição de R$ 50 mi em dividendos e na posição de caixa líquido ex.SFH de R$ 264 mi. No acumulado de 9M25, o lucro alcançou R$ 78 mi, mais que o dobro de 9M24 (R$ 37 mi), denotando trajetória de recuperação.

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Este resultado consolida a cadência antecipada na prévia operacional do 3T25, que apontou continuidade de execução, avanço de vendas de estoque e um pipeline equilibrado entre lançamentos locais e a expansão via Melnick Partners em São Paulo. Os lançamentos do trimestre (Go Home Design e Open Major – Fase 1) e o Quaddra Lorena pelo veículo de parcerias reforçam a estratégia de crescimento com intensidade de capital controlada: os projetos com % Melnick preservam margem e geração de caixa, enquanto a equivalência patrimonial em SP amplia presença sem alavancagem excessiva. Esse desenho ajuda a explicar a combinação de dividendo robusto com manutenção de caixa sólido.

Operacionalmente, as vendas líquidas somaram R$ 148 mi no 3T25 (R$ 602 mi nos 9M25), com mix de 90,0% Incorporação, 8,6% Urbanização e 1,4% Open, alinhado à entrega de frentes como Urbanização e ao foco no escoamento de estoque observado ao longo do ano. O landbank total de R$ 4,4 bi (R$ 2,9 bi % Melnick) e novas aquisições de R$ 159,5 mi em VGV potencial sustentam o pipeline, enquanto 18 canteiros ativos e 871.936 m² em obra garantem visibilidade de receita. O contraste sequencial em receita e lucro versus o 2T25 decorre do ritmo de lançamentos/obras e do ciclo de reconhecimento, mas a expansão contínua da margem bruta e a geração de caixa indicam qualidade no mix e execução comercial.

Em síntese, o 3T25 reforça a tese de avanço com capital mais leve, alavancado por parcerias e disciplina financeira, enquanto a companhia mantém prudência ao destacar que as projeções representam crenças e premissas, sem garantia de desempenho. Monitores-chave para os próximos trimestres incluem velocidade de vendas de estoque, captura de margem nos novos lançamentos e a contribuição de projetos em equivalência patrimonial para sustentar retorno ao acionista sem pressionar alavancagem.

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