Em 11/11/2025, a Azevedo & Travassos informou a assinatura do contrato do Arco Viário Metropolitano de Pernambuco – Lote 2, via Consórcio Arco Metropolitano (com participação da controlada A&T Infraestrutura). O escopo, de aproximadamente R$ 631,9 milhões, cobre 25,32 km entre a BR-408 e a BR-101 Sul (Segmento 2 – Entr. BR-232 – Entr. BR-101), após a proposta ter sido classificada em 1º lugar na concorrência do DER/PE. O anúncio dá continuidade ao comunicado de 10/07/2025 e reforça a presença da companhia no segmento rodoviário, com expectativa de mobilização relevante em engenharia, suprimentos e garantias.
Estratégicamente, um EPC rodoviário desta escala funciona como novo pilar de backlog e dialoga com a engenharia de capital que a A&T estruturou para sustentar projetos de longo ciclo. Em setembro, a companhia amarrou ponte de capital e linha de longo prazo a marcos societários e contratuais, criando previsibilidade de caixa e disciplina para mobilização e garantias. A assinatura do Arco Viário adiciona lastro operacional a essa arquitetura, fortalecendo a negociação de etapas definitivas do funding: MoU de financiamento com a Jive (ponte de R$ 50 mi e linha de até R$ 414 mi condicionadas a marcos contratuais e societários).
O movimento também consolida a estratégia de diversificação setorial dentro da vertical de Engenharia. Em paralelo ao cluster industrial em Itaboraí, liderado pela Heftos no segmento de óleo e gás, a entrada em um EPC rodoviário de grande porte dilui sazonalidade, amplia escopo de execução e fortalece a curva de produtividade. A combinação de frentes — utilidades em ambiente industrial e obras viárias — reduz riscos de concentração, captura sinergias de mobilização e sustenta uma trajetória de receitas plurianuais: EPC 12 de R$ 1,3 bilhão em utilidades em Itaboraí, que reforçou a estratégia de cluster.
No eixo de governança e alocação de capital, a limpeza do perímetro corporativo tem sido peça-chave para destravar crédito, reduzir volatilidade de caixa e priorizar projetos core. A operacionalização da saída da MKS — com preço simbólico, recomendação de não exercício e foco explícito em blindagem de riscos — diminui incertezas e libera gestão para contratos multianuais como o Arco Viário, alinhando disciplina financeira e execução: direito de preferência para alienação da MKS e avanço da simplificação societária.
Por fim, o novo contrato se insere no “corredor de tempo” obtido junto à B3 para que as frentes estruturais (backlog, funding e governança) apareçam em métricas e precificação. Ao combinar a rampa do Arco Viário com a agenda de Itaboraí e a disciplina informacional, a companhia dá continuidade à tese de que a normalização virá da entrega operacional e da redução de risco percebido: prorrogação da B3 até 30/04/2026 orientada à execução, simplificação e reforço de caixa.







