A Viveo (VVEO3) reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 226,9 mi, influenciado por R$ 314,6 mi de reversões do DIFAL, que também impulsionaram “outras receitas”. Excluindo itens não recorrentes, o lucro líquido ajustado foi de R$ 42,4 mi. A receita líquida somou R$ 2.833,7 mi (-3,8% a/a), com margem bruta de 14,7% (+1,4 p.p.), e EBITDA ajustado de R$ 172,9 mi (margem de 6,1%). O fluxo de caixa livre atingiu R$ 166,9 mi, o ciclo de caixa ficou em 55 dias (62 dias ex-antecipações) e a despesa financeira caiu 72% a/a, também beneficiada por recompras de debêntures. A dívida líquida encerrou em R$ 2,81 bi, com alavancagem de 4,17x, enquanto a administração reforçou o foco em geração de caixa e desalavancagem.

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Os números endereçam pontos centrais do rebaixamento de rating e manutenção de revisão pela Moody’s em 23/09, quando a agência ressaltou alavancagem elevada e necessidade de conversão de EBITDA em caixa. A melhoria do ciclo de caixa, a redução do custo da dívida e o avanço da margem bruta, somados ao crescimento do EBITDA ajustado no 9M25 (+4,6%), indicam tração da agenda de eficiência perseguida desde o 2º semestre. Ainda assim, a alavancagem em 4,17x e a queda de receita no a/a mantêm a disciplina comercial e a normalização do capital de giro como vetores críticos para sustentar eventual estabilização de rating.

Em paralelo, a entrada da Perea Capital (10%) e reforço da disciplina comercial em 08/10 encontram eco no recorte por canais: contração em Hospitais e Clínicas foi parcialmente compensada por alta em Laboratórios/Vacinas e Varejo, além de Serviços em crescimento. O foco em mix, preços e contratos — aliado à mudança na liderança de Distribuição em setembro — ajuda a explicar a expansão de margem bruta e a geração de caixa do trimestre. Se mantida no 4T25, essa execução tende a acelerar a desalavancagem e, por consequência, reduzir o custo de capital, consolidando a estratégia de priorizar negócios de maior ROIC.

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