A Mitre Realty (MTRE3) reportou no 3T25 lucro de R$ 8,7 milhões e receita líquida de R$ 243,2 milhões, com margem bruta ajustada de 33,5% e margem bruta contábil de 25,7% (alta de 1,4 p.p. a/a). Na comparação anual, houve queda de 16,8% na receita e de 49,3% no lucro, enquanto, frente ao 2T25, as retrações foram de 5,3% e 16,7%, respectivamente. No comercial, as vendas líquidas somaram R$ 279,7 milhões, com VSO de 13,3% no trimestre e 40,7% em 12 meses. O trimestre marcou o lançamento do Haus Mitre Moema (R$ 561 mi em VGV; 462 unidades), com 26,3% do VGV vendido em 20 dias — movimento alinhado à prévia operacional do 3T25, que reabriu a frente de crescimento após um 2T25 sem lançamentos, destacou o Haus Mitre Moema e reiterou a meta de 2.110 unidades em 2025.

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Operacionalmente, a companhia entregou 1.077 unidades no 3T25 (VGV de R$ 655 mi) e encerrou o período com estoque de ~R$ 1,8 bilhão, enquanto as despesas G&A caíram 27,8% a/a para R$ 23,5 milhões. Este resultado consolida a execução do ciclo de “entregar para destravar caixa” e reforça a virada gradual de margem, ainda que sob pressão de receita e lucro. A VSO trimestral mais baixa que em 3T24 é parcialmente compensada pela absorção acelerada de Moema, sugerindo resiliência no alto padrão e sinalizando sustentação de vendas no pipeline.

Em caixa, o endividamento encerrou em R$ 499,2 milhões, com queima de R$ 17,5 milhões no trimestre; na ótica ex-dividendos e ex-terrenos, houve geração de R$ 8,4 milhões, sinal de disciplina na alocação e aderência à prioridade de eficiência operacional. A carteira de repasses de ~R$ 400 milhões, somada à alavancagem de 48,1%, dá visibilidade para a transição entre o ciclo de entregas e a retomada dos lançamentos, mitigando volatilidade de fluxo à medida que os projetos avançam para repasse.

Regulatório, a mudança no SFH elevou o estoque elegível de 30,4% para 40,3% (~R$ 740 mi) e aumentou o enquadramento do landbank (de 27,0% para 40,2%), ampliando o teto endereçável de financiamento e favorecendo giro de estoque com custo de crédito potencialmente mais competitivo. Para o 4T25, a preparação do Raízes Premium Campo Belo (VGV ~R$ 260 mi) e a entrega adicional de R$ 176 mi ancoram a meta de R$ 1,6 bilhão em VGV de entregas no ano, conectando resultados e projeções e dando continuidade à tese de monetização do alto padrão com disciplina financeira.

No acumulado de 2025, a receita líquida soma R$ 739,4 milhões e o lucro atinge R$ 30,3 milhões (margem líquida de 4,1%). Em síntese, os números do 3T25 confirmam a reabertura do ciclo de crescimento via lançamentos de maior porte, com foco em execução, margens e conversão de estoque — uma trajetória que a empresa indica acelerar no 4T25, mantendo a combinação de lançamentos seletivos e entregas como vetor de rentabilidade.

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