A Dimed (PNVL3) entregou no 3T25 lucro líquido ajustado de R$ 34,3 milhões, receita bruta consolidada de R$ 1,48 bilhão (+11,4% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 79,9 milhões (margem de 5,4%). No Varejo, a receita bruta somou R$ 1,47 bilhão (+14,3% a/a), com SSS de 9,1% e vendas de lojas maduras de 6,7%. O digital representou 26,4% do Varejo (+42,4% a/a; App +54,1%), marca própria alcançou 7,3% das vendas (+1,0 p.p.; +32,6%) e o share no Sul chegou a 12,8% (e-commerce farma de 28,6%). O trimestre registrou FCL positivo de R$ 16 milhões, alavancagem de 1,0x e ciclo de caixa de 70 dias, com a administração destacando o maior EBITDA e lucro ajustado do ano.
Este resultado consolida a disciplina de capital e a virada operacional que embasaram o programa de recompra de ações anunciado em 30/10/2025. Com FCL positivo pelo terceiro trimestre consecutivo, alavancagem em 1,0x e ciclo de caixa de 70 dias, a companhia ganha espaço para calibrar alocação entre expansão orgânica (digital, marca própria e aberturas seletivas), manutenção do capital de giro e recompras oportunísticas. A recomposição de margens operacionais — com EBITDA ajustado de R$ 79,9 milhões e margem de 5,4% no consolidado — sustenta a tese de que a recompra funciona como complemento tático, preservando flexibilidade e favorecendo métricas por ação sem comprometer crescimento. Para o investidor, a cadência de execução do programa e sua interação com a sazonalidade do 4º tri tornam-se variáveis-chave a monitorar.
A trajetória de retorno ao acionista ganhou ritmo com o JCP aprovado em 30/09/2025. À época, a administração já destacava avanço de margens no 2T25 e geração de caixa em recuperação; os números do 3T25 confirmam a continuidade dessa agenda: SSS de 9,1%, digital crescendo 42,4% (26,4% do Varejo) e marca própria avançando 32,6% (7,3% do mix), além de participação regional de 12,8% no Sul e 28,6% no e-commerce farma. Em relação ao 3T24, a margem bruta consolidada evoluiu +0,8 p.p., enquanto a companhia reporta o maior EBITDA e lucro do ano, reforçando a combinação de ganho de escala comercial, melhor mix e execução digital.
Para os próximos períodos, a continuidade do crescimento rentável repousa na expansão seletiva (651 lojas, 7 aberturas no 3T25), tração do App, penetração de marca própria e captura de share no Sul, com disciplina de capital evidenciada por FCL positivo e baixa alavancagem. Essa equação mantém o ciclo de criação de valor: resultados operacionais robustos viabilizam retorno ao acionista (JCP e recompra) sem perder o foco em eficiência e diferenciação de oferta, preparando a empresa para a sazonalidade do fim de ano e para 2026.







