A Wilson Sons (PORT3) detalhou que, caso aprovado na assembleia de 13/11/2025, executará o resgate compulsório das ações remanescentes da OPA lançada pela SAS ao preço de R$ 18,53 por ação, acrescido de juros pela variação diária da Selic pro rata desde 28/10 (data de liquidação do leilão) até 21/11/2025, com pagamento à vista nas contas das corretoras. O rito prevê: 13/11 (assembleia e data-base), 14/11 (bloqueio de negociação na B3), 17/11 (data-limite para envio da documentação de IRRF por não residentes) e 21/11 (liquidação financeira). A aprovação encerrará antecipadamente a janela originalmente prevista de três meses para venda das remanescentes, culminando o processo de deslistagem nos termos do art. 4º, §5º, da Lei 6.404, após a etapa em que a SAS passou a deter 97,65% do capital no leilão, abrindo caminho para o resgate obrigatório das ações restantes, conforme o resultado do leilão que elevou a SAS a 97,65% e encaminhou a saída do Novo Mercado.

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Do ponto de vista econômico, o Preço de Resgate reproduz integralmente a mecânica da OPA: R$ 18,53 por ação, formado pelo valor-base de R$ 17,50 acrescido da Selic pro rata até a liquidação do leilão. Ao estender o ajuste até 21/11 no resgate, a companhia preserva a neutralidade de valor no tempo entre quem aderiu no leilão e quem será resgatado agora. Essa paridade já havia sido explicitada ao mercado quando a empresa divulgou a referência final de preço e data de liquidação, reduzindo incertezas e deslocando o foco para quóruns e dispersão acionária, como na confirmação do leilão e do preço final de R$ 18,53 com liquidação em 28/10. Com isso, o movimento atual consolida a transição da fase regulatória para a execução final do fechamento de capital, mantendo coerência entre cronograma, cálculo econômico e governança.

Para investidores não residentes, haverá IRRF sobre ganho de capital apurado pela diferença positiva entre o valor recebido e o custo médio de aquisição em reais; a documentação deve ser enviada ao ofertante até 17/11/2025, sob pena de adoção de custo zero para fins de retenção. Operacionalmente, o desenho permanece alinhado à janela adicional prevista pela oferta, que equalizou economicamente negociações posteriores por meio de pagamentos periódicos com atualização pela Selic — diretriz já detalhada na janela de Aquisições Supervenientes com ajuste pela Selic pro rata e procedimentos operacionais. Com a aprovação do resgate, essa janela se encerra antes do prazo máximo inicialmente comunicado, e os créditos que não puderem ser processados por dados desatualizados ficarão disponíveis por até 10 anos no escriturador (BTG Pactual), sem ajustes adicionais. Nesse interregno, a companhia reforça os canais de contato (RI e escriturador) para dúvidas e encaminhamento documental.

Estrategicamente, o resgate compulsório encerra a jornada societária iniciada com a OPA e reforça a simplificação de estrutura sob o novo controlador, em um momento em que a Wilson Sons reporta desempenho operacional sólido, alavancagem baixa e capex acelerado em terminais e rebocagem — elementos que ajudaram a ancorar a precificação e a previsibilidade do desfecho privado. Nesse sentido, o passo atual dá continuidade direta à agenda societária e à preparação da AGE de 13/11 já sinalizadas no 9M25 robusto e avanço da simplificação societária com AGE de 13/11, conectando fundamentos operacionais e execução regulatória até a etapa final de cancelamento de registro e saída do Novo Mercado.

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