Na terça-feira, 28 de outubro de 2025, a Wilson Sons detalhou que as Aquisições Supervenientes da OPA serão apuradas semanalmente, com pagamento sempre na sexta-feira seguinte e atualização pela taxa Selic até a liquidação. Os acionistas detentores das 10.389.820 ações ainda em circulação podem vender até 23 de janeiro de 2026 ou até a aprovação do eventual Resgate, o que ocorrer primeiro. O procedimento vale também para investidores não residentes, que devem enviar a documentação de IRRF ao e-mail opa-wilsonsons@mellotorres.com.br; na falta ou incompletude, a ofertante poderá reter o IRRF assumindo custo médio de aquisição igual a zero, conforme Edital. A companhia recomenda leitura das seções 6.8.1, 6.8.1.2, 6.8.1.5 e 6.8.1.7.
Na prática, o anúncio operacionaliza a janela adicional de venda ao escriturador e preserva a paridade econômica com a própria oferta, pois replica o ajuste pela Selic fora do leilão principal. Esse desenho consolida a lógica estabelecida no lançamento da OPA unificada a R$ 17,50, com cláusula de Selic pro rata e cenários de saída do Novo Mercado, dando continuidade à transição de governança após a mudança de controle. Para minoritários e investidores não residentes, o calendário de apuração semanal e a necessidade de documentação fiscal reduzem fricções de execução, ao mesmo tempo em que evitam assimetrias tributárias na retenção do IRRF. Em termos de tomada de decisão, o mecanismo torna comparáveis o leilão já ocorrido e a janela posterior, com a Selic equalizando o valor no tempo.
Diferentemente da fase de precificação final, quando a atenção do mercado se concentrava em referência de preço e data de liquidação, o foco agora migra para conveniência operacional, fluxo de caixa e preparo para o eventual Resgate. Nesse sentido, a coerência entre janelas fica evidente desde a confirmação do leilão e do preço final de R$ 18,53 com liquidação em 28/10, uma vez que o prêmio sobre o valor base resultou exatamente do ajuste Selic pro rata. A continuidade do mesmo cálculo na janela superveniente preserva a neutralidade econômica entre aderir no leilão ou vender depois, permitindo ao investidor ponderar alternativas de timing, tributação e liquidez sem perda financeira relativa por efeito de calendário. Para quem avalia arbitragem, o ciclo semanal de apuração e pagamento facilita projeções de carry e de marcação a mercado.
Este rito também é o passo natural após o desfecho do leilão de 23 de outubro, que elevou a participação da ofertante a 97,65% e deixou free float residual de 2,35%, com indicação de convocação de AGE para deliberar o resgate compulsório e o cancelamento do registro. Esse capítulo dá sequência ao resultado do leilão da OPA unificada, com saída do Novo Mercado encaminhada e janela adicional pelo preço da OPA atualizado pela Selic, reforçando que, até a deliberação e eventual execução do resgate, a liquidez para os remanescentes ocorrerá via Aquisições Supervenientes nas condições do Edital. Em paralelo, investidores não residentes devem priorizar o envio completo da documentação de IRRF para evitar retenções conservadoras, enquanto monitoram a convocação da AGE e a evolução do cronograma de fechamento de capital.







