A Lojas Renner reportou no 3T25 lucro líquido de R$ 279,4 milhões e EBITDA Total Ajustado de R$ 593,8 milhões (margem de 19,3%), em uma receita líquida de varejo de R$ 3,079 bilhões. O SSS avançou 3,1%, a margem bruta do varejo ficou em 55,1% (+0,4 p.p.) e vestuário cresceu 4,7%, com margem de 56,2% (+0,5 p.p.). O GMV digital alcançou R$ 679,8 milhões (penetração de 16,7%) e serviços financeiros somaram R$ 79,8 milhões (+36,9%). Segundo o CEO, a dinâmica climática e a decisão de não repor itens de inverno impactaram 2–3 p.p. no trimestre, mas a resiliência de margens e o giro sugerem execução mais precisa de sortimento, continuidade do abastecimento 100% por SKU testado entre março e setembro de 2025, que elevou disponibilidade e reduziu a dispersão de tamanhos.

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Do lado financeiro, a companhia gerou fluxo de caixa livre de R$ 473,1 milhões, fechou com posição de caixa de R$ 1,6 bilhão e caixa líquido de R$ 1,3 bilhão, além de ROIC LTM de 14,4% e LPA de R$ 0,2803. O programa de recompra atingiu cerca de 85% de execução (~64 milhões de ações, R$ 860 milhões), o que, somado a um capex concentrado em remodelações, reforça uma fase de alocação eficiente. Esse desenho dá continuidade à disciplina de capital evidenciada na distribuição de JSCP no 3T25, sinalizando previsibilidade de caixa e foco em retorno. Diferentemente de cenários em que a empresa precisou intensificar remarcações para ajustar estoques, o trimestre combinou crescimento moderado de vendas com estabilidade de margem bruta, apoiado por decisões táticas de não repor inverno e por ganhos operacionais no digital e nas lojas.

Na expansão orgânica, a Renner inaugurou cinco lojas no trimestre (11 nos 9M) e afirma ter 18 aberturas no ano até o momento, mantendo o plano de 30–37 unidades em 2025. O capex do 3T25 foi de R$ 199,9 milhões e a estimativa anual é de cerca de R$ 850 milhões, com ênfase em remodelações para elevar produtividade por metro quadrado, melhorar experiência e suportar a omnicanalidade. Essa cadência de crescimento, sustentada por caixa próprio e por um balanço saudável, tende a manter o apetite institucional e a estabilidade da base acionária, mesmo em meio à execução do programa de recompra. Nessa linha, vale lembrar o padrão de rebalanceamento próximo ao gatilho regulatório observado no ajuste de participação da Schroders em outubro de 2025, coerente com governança forte, previsibilidade operacional e uma tese ancorada em ROIC crescente.

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