Lojas Renner adotou abastecimento 100% por SKU, substituindo o modelo em packs. No piloto entre março e setembro de 2025 (288 subclasses; 100 lojas, sendo 50 controle e 50 piloto), a companhia elevou a disponibilidade em 2,7 p.p, aumentou vendas em peças em 10% e acelerou o giro de loja em 0,03x. Ao personalizar grades por loja e subclasse dentro de um Modelo de Abastecimento Omni, com benchmark internacional e evolução com RFID, a Renner reduziu 52% a dispersão entre tamanhos por região, elevou a disponibilidade média (+8% no NOR e +9% no RIO) e diminuiu o estoque antigo médio (-8% no NOR e -6% no RIO). A equalização de coberturas levou o desvio-padrão entre lojas de ~16 para ~6 dias. O e-commerce também ganhou eficiência: a participação do estoque novo nas vendas subiu 8 p.p no 1S25 versus 1S24, com margem bruta digital 2 p.p maior. O benefício foi mais intenso nas lojas P e PP, cujo crescimento superou as maiores em ~6 p.p — um reflexo de menor dispersão e mais aderência de mix —, corrigindo ineficiências típicas do antigo pack que chegavam a 14% do pedido em tamanhos errados.

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Este movimento consolida a agenda de precisão comercial e eficiência de estoque que vem sustentando geração de caixa e melhora de margens. Ao reduzir rupturas, deslocar oferta para o tamanho certo e encurtar a cauda de produtos, a Renner captura venda incremental com menos remarcação e menos capital empatado. Esse desenho fortalece os fundamentos que viabilizam a distribuição de JSCP no 3T25, associada à disciplina de capital e previsibilidade de caixa, e tende a dar longevidade a um ciclo de expansão orgânica com ROIC crescente. Com reposição por SKU a partir do centro de distribuição, RFID e grades por subclasse/loja, a companhia equaliza exposição regional, melhora a participação de estoque novo no e-commerce (+8 p.p no 1S25) e amplia a margem bruta digital (+2 p.p), enquanto reduz estoque antigo (-2,2 p.p entre 1S24 e 1S25). O ganho é difuso, mas particularmente relevante nas lojas P e PP, cujo crescimento superou as maiores em ~6 p.p, sugerindo menor dispersão de sortimento e maior aderência de mix.

Do ponto de vista de mercado de capitais, a previsibilidade operacional e a governança reforçada por esse modelo tendem a estabilizar a base de longo prazo. Essa leitura é coerente com o ajuste de participação comunicado pela Schroders em outubro de 2025, típico do fine tuning institucional ao redor do patamar de 5%, que sinaliza rebalanceamentos marginais sem mudança de tese. Em conjunto, a adoção de abastecimento 100% por SKU e a padronização Omni apontam para uma execução que combina precisão comercial, saúde de estoques e disciplina de capital — ingredientes que sustentam múltiplos mais resilientes e a continuidade da estratégia.

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