Em 6 de novembro de 2025, a Brava Energia reportou produção preliminar de outubro de 85.232 boe/d, com 69.762 bbl/d de óleo e 16.471 boe/d de gás. O mês foi marcado por dois destaques: Papa‑Terra teve sua melhor performance mensal desde a aquisição em 2022, e Parque das Conchas (BC‑10) atingiu o melhor nível desde o closing de dezembro de 2024, já incorporando, desde agosto, a parcela da Jazida Compartilhada de Jubarte após o AIP. No recorte por ativo, Atlanta liderou no offshore e Potiguar no onshore; no Recôncavo, cerca de 27% do gás foi reinjetado em outubro.
Em termos de trajetória, o dado de outubro dialoga com a tendência de escala e eficiência vista no trimestre anterior. Os volumes seguem acima da média do 1T25, ainda que inferiores ao pico do 3T25, e refletem uma combinação de ajustes de comissionamento em Atlanta, normalizações pontuais no Manati e efeitos regulatórios no onshore. Esse comportamento sugere normalização após o trimestre de recordes e confirma a virada operacional iniciada em 2025, evidenciada no 3T25 robusto, com recorde de produção e menor lifting cost consolidado. A continuidade dos trabalhos de comissionamento no FPSO Atlanta sem paradas programadas e a preparação para a Fase 2 tendem a sustentar a produção nos próximos meses, enquanto ganhos de eficiência ajudam a preservar margens.
No onshore, a queda de Potiguar decorre da interdição parcial de instalações após auditoria da ANP. A companhia já protocolou o autodiagnóstico e busca a anuência para retomada gradual, compatibilizando segurança e conformidade com o orçamento 2025/2026 — continuidade do processo detalhado na interdição temporária em Potiguar após auditoria da ANP. Em paralelo, a reinjeção observada no Recôncavo e a gestão integrada de escoamento reforçam o foco em otimização de malha e redução de opex enquanto ajustes são implementados. Essa frente operacional se apoia no desenho de co‑gestão e metas de eficiência que a empresa estabeleceu no polo potiguar, capítulo consolidado no closing da venda de 50% do midstream de gás em Potiguar e co‑gestão via JOA, que tende a acelerar decisões, mitigar a duração de paradas e dar previsibilidade a custos em momentos de intervenções regulatórias.
No offshore, Papa‑Terra mantém trajetória de eficiência apesar do pano de fundo societário. A melhor produção mensal desde a aquisição ocorre enquanto segue o procedimento arbitral envolvendo a NTE, cujo efeito operacional a companhia tem reiterado ser limitado. O contexto e os efeitos contábeis/operacionais foram detalhados após a decisão provisória na arbitragem de Papa‑Terra em 18 de julho de 2025, que determinou o pagamento das despesas do consórcio pela NTE até a decisão final. Em BC‑10, a incorporação da parcela de Jubarte ao mix desde agosto ajuda a explicar o novo patamar mensal, compondo, com Atlanta em comissionamento e Potiguar em retomada gradual, a narrativa de produção mais equilibrada entre hubs e sustentada por ganhos de eficiência.







