Nesta quarta-feira, 5 de novembro de 2025, a Portobello (PTBL3) divulgou os resultados do 3T25 com prejuízo líquido proforma de R$ 34,7 mi. A receita líquida somou R$ 685,1 mi, alta de 3,5% sobre o 3T24, e o EBITDA proforma foi de R$ 103,9 mi, com margem de 14,4%.

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O resultado compara-se a lucro de R$ 2,4 mi no 3T24. A receita do 3T24 foi de R$ 661,6 mi. Sem os efeitos pontuais do cenário de tarifas nos EUA, a companhia indica que a receita teria alcançado R$ 720,5 mi, aproximadamente 9% acima do 3T24.

Segundo o release, em 9 de julho de 2025 os EUA anunciaram elevação de 50% nas tarifas de importação sobre produtos cerâmicos brasileiros, vigente desde 1º de agosto, com impactos imediatos nos embarques. O efeito no 3T25 representou redução estimada de R$ 34,6 mi na receita consolidada.

O lucro bruto foi de R$ 253 mi, com margem de 36,9%. As despesas operacionais recorrentes totalizaram R$ 203,7 mi. A administração afirmou que o EBITDA ajustado "evidencia a solidez operacional da Companhia e sua capacidade de manter rentabilidade mesmo com mercado enfraquecido e mais competitivo".

Por unidade, a Portobello America registrou receita de R$ 86,6 mi e margem bruta de 14,3% (5,4% no 3T24); no 9M25, a receita foi de R$ 290,2 mi (+34,9%). A unidade Portobello teve receita de R$ 280,7 mi (+3,6%). A Portobello Shop somou R$ 282,8 mi (+1,7%). A Pointer apurou R$ 68,0 mi (-3,3%).

A geração de caixa foi de R$ 68,5 mi no trimestre, acumulando R$ 267,6 mi no ano; o caixa consolidado encerrou em R$ 247 mi. A dívida líquida proforma ficou em R$ 933,5 mi, com alavancagem proforma de 2,42x EBITDA, estável frente ao trimestre anterior.

As despesas financeiras somaram R$ 75,1 mi no 3T25 (R$ 52,4 mi no 3T24); depreciação e amortização, R$ 49,1 mi; e tributos sobre o lucro, R$ 14,4 mi.

Como evento subsequente, a companhia captou R$ 35 mi junto ao BRDE em outubro, "reforçando a liquidez e alongando o perfil da dívida". A administração permanece focada em rentabilidade, liquidez e "criação de valor sustentável para os acionistas", preparando a companhia para "um novo ciclo de crescimento e rentabilidade a partir de 2026".

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