A Guararapes reportou lucro de R$ 73,6 milhões no 3T25, alta de 63% ano a ano, e EBITDA ajustado de R$ 402,1 milhões (margem de 16,4%), recorde para um terceiro trimestre e melhor margem da série histórica. No varejo, o SSS de Vestuário avançou 7,3%, com margem bruta de 57,3% (+2,5 p.p.) e EBITDA de Mercadorias de R$ 256,3 milhões (margem de 14,2%). Nos Serviços Financeiros, o EBITDA foi de R$ 119,4 milhões, a inadimplência acima de 90 dias recuou para 17,7% (19,8% no 3T24) e a Basileia alcançou 17,8%, já sob a Resolução CMN 4.966. No Midway Mall, a receita bruta cresceu 12,6%, com alta de 14,0% no EBITDA e de 13,8% no NOI.

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A frente de capital foi peça-chave para sustentar a melhora operacional. A emissão de debêntures a DI+0,95% reforça caixa e alonga prazos, em linha com a 7ª emissão aprovada em outubro de 2025, concebida para otimizar a estrutura de dívida, promover resgates coordenados (GUAR15/16 e RCHL14 via Riachuelo) e reduzir o risco de refinanciamento. Ao combinar custo competitivo com maior duration, a empresa preserva flexibilidade para manter ritmo de sortimento e investimentos comerciais, mesmo em ciclos de consumo mais voláteis, além de sustentar o braço financeiro sob a Resolução 4.966 com capital e liquidez adequados. Esse pano de fundo ajuda a explicar a combinação de crescimento de SSS, ganho de margem bruta e estabilidade do resultado financeiro ao longo do trimestre.

Na sequência, a companhia endereçou a execução desse plano, priorizando gestão de passivos e alavancagem saudável. A captação amplia a folga de caixa, viabiliza resgates antecipados, contribui para a queda do custo médio e reduz concentrações de vencimento, o que tende a suavizar a necessidade de refinanciamento nos próximos anos. Esse movimento fortalece o equilíbrio entre crescimento de vendas, avanço de margens e disciplina financeira, criando um colchão para eventuais oscilações de inadimplência e custo de crédito nos Serviços Financeiros. A materialização ocorreu com a liquidação financeira da 7ª emissão em 5 de novembro, sincronizando funding, execução operacional e comunicação ao mercado.

No segmento imobiliário, o avanço de receita, EBITDA e NOI do Midway Mall reforça a qualidade do ativo e amplia a opcionalidade corporativa. Em termos estratégicos, um shopping mais robusto, combinado a uma estrutura de capital alongada, abre caminhos para monetizações parciais, parcerias ou reciclagem de portfólio sem pressionar alavancagem, além de calibrar a percepção de risco-retorno. Esse contexto dialoga diretamente com a avaliação estratégica do Midway Mall com assessoria do BTG, que permanece em fase exploratória e pode, se avançar, acelerar a agenda de criação de valor.

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