Na quinta-feira, 11 de setembro de 2025, a Telefônica Brasil (VIVT3) aprovou a declaração de R$ 400 milhões em juros sobre capital próprio (JSCP), com direito aos acionistas posicionados em 22/09/2025 e pagamento até 30/04/2026. Haverá retenção de 15% de IR, imputação ao dividendo obrigatório do exercício (ad referendum da AGO de 2026) e valor por ação de R$ 0,12477350287 bruto (R$ 0,10605747744 líquido), calculado com base na posição de 29/08/2025; após a data‑com, os papéis passam a ser negociados “ex-juros”. O anúncio dá continuidade a uma política de pagamentos recorrentes, alinhada à distribuição de R$ 250 milhões em JSCP aprovada em 14 de agosto, e sinaliza previsibilidade de caixa para o acionista. Acionistas imunes ou isentos de IR devem comprovar a condição até 29/09/2025 junto ao Banco Bradesco, instituição depositária.

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Segundo a companhia, os valores por ação poderão ser ajustados conforme a base verificada em 22/09/2025 em função de aquisições no Programa de Recompra. Esse ponto é central para entender a trajetória de retorno: a redução do número de ações em circulação melhora métricas por ação e eleva a eficiência do capital distribuído, movimento já evidenciado pelo cancelamento de 34,7 milhões de ações realizado em julho. Além de apoiar a remuneração, a recomposição da estrutura de capital mantém espaço para investimentos sem pressionar alavancagem.

Em perspectiva estratégica, este novo JSCP é sustentado por fundamentos operacionais: avanço consistente em fibra e 5G, expansão de margens e geração de caixa robusta. No 1º semestre de 2025, a empresa elevou lucro, receita e fluxo de caixa livre, acelerando a remuneração com JCP, redução de capital e recompra, além de anunciar a aquisição da Fibrasil para fortalecer a presença fora de SP. Esse conjunto confirma a tese de retorno recorrente financiado por crescimento orgânico e eficiência, conforme detalhado na aceleração da remuneração aos acionistas e geração de caixa no 1º semestre de 2025. Assim, o provento de setembro consolida a estratégia de 2025: previsibilidade de pagamentos, otimização da base acionária e investimento seletivo em ativos de maior valor.

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