São Paulo, 14 de outubro de 2025 — Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) reportou produção média de 229 boe/d em setembro, com gás natural de 11 boe/d, abaixo de agosto (258 boe/d e 22 boe/d). Pela participação societária, a produção atribuída foi de 130 boe/d, com maior contribuição do Polo Barrinha, seguido por Porto Carão e Phoenix‑Potiguar. No front operacional, o poço ALC‑4 entrou em produção em 28/07, inaugurando a produção comercial de gás no Campo de Periquito. Em setembro, a redução do gás decorreu de indisponibilidade de carretas por 12 dias, afetando o escoamento do produto pressurizado. No contrato dos ativos da Brava (Barrinha e Porto Carão), a companhia cumpriu duas condições precedentes: qualificação da ATP como Operadora C e aprovação, pela ANP, dos projetos e memoriais dos novos sistemas de medição fiscal; as obras devem ocorrer na transição operacional a partir do fim de outubro, condicionadas às Licenças de Alteração do IDEMA/RN.

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Este conjunto de marcos consolida a execução anunciada nos últimos meses: a qualificação da ATP como Operadora C foi apresentada como etapa‑chave, quando a empresa destacou que a pendência operacional remanescente estava ligada à aprovação dos sistemas independentes de medição fiscal. O aval da ANP aos projetos e memoriais agora encurta essa distância, abrindo caminho para comissionamentos, integração de Barrinha e Porto Carão e captura de sinergias entre óleo e gás, enquanto a agenda ambiental (IDEMA) define o ritmo de início da transição. No curto prazo, a oscilação de setembro reflete um fator logístico e não técnico, o que mantém a tese de ramp‑up atrelada ao destravamento de infraestrutura de medição, ao calendário de obras e à normalização do transporte pressurizado.

Ao alinhar entregas regulatórias e obra nas estações coletoras, a empresa também preserva a coerência do desenho de capital: a estratégia de financiar a integração por marcos foi habilitada pelas janelas de funding escalonáveis via AZTE11 até 2031. Esse arranjo permite casar captações a eventos como aprovação final de sistemas de medição, tomada de operação dos campos e elevação dos volumes, reduzindo a necessidade de caixa antecipado e limitando a diluição a momentos de execução comprovada. Para o investidor, a leitura integrada de volumes, licenças e cronograma de obras ajuda a separar volatilidade pontual de trajetória de longo prazo.

Em paralelo, a evolução em Barrinha e Porto Carão contrabalança incertezas trazidas pela condição precedente do MOU da Petro‑Victory não atendida e alternativas de estruturação, mantendo intacta a diretriz de concentrar ativos operados na Bacia Potiguar. Ao avançar no fechamento regulatório dos ativos da Brava e organizar o pipeline de licenças e comissionamentos, a companhia reforça 2025 como ponto de inflexão: integração operacional, monetização do gás e base de capital flexível para sustentar o ramp‑up, com governança e previsibilidade de execução.

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