No Investor Day 2025, a Gerdau apresentou um plano de investimentos mais granular e focado em retorno: CAPEX de R$ 6,0 bi em 2025 (R$ 2,8 bi em manutenção, R$ 3,0 bi em competitividade e R$ 0,2 bi em coquerias/altos-fornos) e de R$ 4,7 bi em 2026 (R$ 2,3 bi, R$ 1,8 bi e R$ 0,6 bi, respectivamente). Este movimento consolida e detalha a projeção do CAPEX 2025–2026, com R$ 6 bi em 2025, R$ 4,7 bi em 2026 e média de manutenção de ~R$ 3 bi/ano, quando a companhia já havia sinalizado a redução estrutural do investimento a partir de 2026 e a ênfase em Manutenção e Competitividade.

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A execução avança por frentes definidas: expansão de Midlothian (start-up 2S26), processamento de sucata em Pindamonhangaba (start-up 2S26) e mineração Miguel Burnier (start-up 4T25), que, após maturação, somam EBITDA potencial de ~R$ 1,5 bi. Em 2026, cerca de 45% do CAPEX ficará concentrado nesses três projetos, enquanto a base de Manutenção preserva a confiabilidade dos ativos com picos em reformas de altos-fornos e coquerias e um programa contínuo de extensão de vida útil em Ouro Branco. A exposição cambial do CAPEX — ~60% em US$ em 2025 e ~55% em 2026 — reforça o caráter global do ciclo de investimentos e a necessidade de disciplina financeira.

No pilar de energia, a estratégia de autoprodução deve reduzir em ~60% a conta, com isenção de encargos, energia a custo e economia de rede; os projetos próprios apresentam retorno esperado de IPCA+ ~16%, sustentando a busca por competitividade estrutural. Em segurança, a taxa de frequência de acidentes foi de 0,71 no 2T25, indicando continuidade do foco operacional.

O balanço dá suporte à execução: dívida líquida/EBITDA de 0,85x (política ≤ 1,5x) no 2T25, prazo médio de 7,2 anos, custo médio em BRL de CDI+0,49% a.a. e em USD de 5,6% a.a., além de caixa de R$ 9,0 bi e linha de crédito comprometida global com R$ 4,8 bi disponíveis. Os ratings em grau de investimento (BBB pela Fitch e S&P; Baa2 pela Moody’s) e a manutenção da alavancagem abaixo da política nos últimos cinco anos ancoram a continuidade do ciclo de investimentos sem abrir mão de disciplina de capital. Entre 1T18 e 2T25, a remuneração ao acionista somou R$ 20,7 bi (cerca de 75% do FCF), e, no programa de recompra de 2025, a companhia já recomprou R$ 852,5 mi (2,8% do free float) até 30/09, com 71,2% cancelados — sinal de que a moderação do CAPEX em 2026 convive com a manutenção de retornos ao acionista.

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