Nesta terça-feira, 30 de setembro de 2025, a PetroReconcavo concluiu a aquisição de 50% dos ativos de midstream de gás natural no Rio Grande do Norte, que pertenciam à 3R Potiguar (Brava Energia), pagando R$ 168,8 milhões — montante equivalente a 50% do valor total após ajustes. A operação passa a ser regida por um Joint Operating Agreement (JOA): a Brava permanece como operadora e um Comitê Operacional, com representantes de ambas, definirá diretrizes de orçamento, custos e eficiência. Pelo contrato, a Companhia efetuará de forma fracionada o pagamento dos 15% do valor remanescente, conforme evolua a transferência imobiliária. O fechamento consolida o plano de resiliência e eficiência, reforçando a segurança no escoamento e no processamento do gás potiguar, e dá sequência ao avanço regulatório observado com a aprovação pelo CADE da aquisição de 50% da UPGN Guamaré.

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Estratégicamente, o JOA preserva flexibilidade e governança: mesmo sem operar diretamente, a PetroReconcavo passa a influenciar orçamento, metas de custo e métricas de eficiência, coordenando decisões críticas de manutenção, capacidade e disponibilidade das unidades. Isso reduz risco de curtailment de gás, cria redundância operacional e melhora previsibilidade de caixa, em sintonia com a disciplina de capital e o perfil de alavancagem conservador que viabilizaram investimentos em infraestrutura. Em outras palavras, a companhia materializa a integração do midstream como alavanca de valor no Potiguar, conectando monetização de gás, proteção de margens e queda de sensibilidade a gargalos. Essa linha de execução dá continuidade à estratégia de midstream e rotas alternativas em Guamaré detalhada na apresentação de RI de agosto, que já apontava infraestrutura crítica como eixo de resiliência operacional.

Ao mesmo tempo, o movimento no gás dialoga com o pilar de “novas rotas” no óleo: ao fortalecer o escoamento e o tratamento no RN, a PetroReconcavo complementa a diversificação logística que vem sendo construída no Nordeste. A redução de concentração e a criação de alternativas (terrestres, marítimas e de processamento) elevam o netback e amortecem a volatilidade do Brent, enquanto contratos e estruturas de governança aumentam a previsibilidade de custos. Nesse encadeamento, a aquisição de midstream no Potiguar opera como o braço de gás de uma arquitetura que, no óleo, evoluiu com o contrato no Porto do Pecém (take-or-pay) que inaugurou a rota marítima de óleo. Em conjunto, essas frentes consolidam um sistema multimodal, integrado e com melhor gestão de riscos, ancorando a tese de eficiência e estabilidade de resultados.

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