Em 29 de setembro de 2025, a Locaweb (LWSA3) comunicou que o Conselho de Administração elegeu Camilo Cabianca Ramos como membro independente, em substituição a Manuela Vaz Artigas, que renunciou. Profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro — 15 em Private Equity — Camilo é Sócio-Diretor da Kinea Private Equity, com passagem por projetos de M&A e ofertas públicas no Itaú BBA, além de assentos em conselhos de empresas de serviços, educação e varejo. A permanência é válida até deliberação definitiva na próxima Assembleia Geral, e o Formulário de Referência será atualizado no prazo regulamentar.
Mais do que preencher uma vaga, a decisão sinaliza continuidade de uma governança mais ativa e alinhada a alocação de capital, M&A e eficiência operacional. O movimento dá sequência à presença do Kinea na companhia, materializando a elevação do Kinea para 10% do capital e sinalização de assento no conselho. A chegada de um conselheiro com DNA de Private Equity tende a qualificar o debate sobre priorização de projetos, marcos de rentabilidade e disciplina na execução, preservando o caráter independente do board e sem alteração no controle. Em termos práticos, reforça-se a capacidade do conselho de acompanhar iniciativas de expansão orgânica, eventuais M&As e monetização de produtos, com foco em geração de caixa e retorno sobre o capital investido.
Essa peça de governança se conecta ao ciclo operacional mais robusto dos últimos trimestres. A administração já vinha destacando aceleração de receita, expansão de margem e foco em geração de caixa, com governança mais engajada — dinâmica evidenciada nos resultados do 2T25, quando a Locaweb reportou aceleração de receita, avanço de rentabilidade e disciplina de capital. A presença de um conselheiro independente com histórico em transações e portfólio operacionalmente intensivo pode acelerar a captura de sinergias intraecossistema (Commerce e Beonline/SaaS), elevar o escrutínio sobre retorno de projetos e fortalecer a previsibilidade de decisões estratégicas. Em paralelo, o reforço institucional ajuda a calibrar ritmo de investimentos diante do custo de capital e da capacidade de converter crescimento em geração de caixa recorrente.
Do ponto de vista do investidor, a mensagem é de continuidade: governança mais técnica, foco em execução e compatibilização entre crescimento e distribuição de caixa. Essa coerência já aparece na política de retorno ao acionista, com o pagamento de R$ 28,6 milhões em dividendos aprovado em agosto, consolidando a disciplina de capital. A eleição de Camilo, portanto, não inaugura uma estratégia, mas consolida a fase iniciada com o fortalecimento acionário do Kinea: conselho mais ativo, métricas operacionais em recuperação e alocação de capital ancorada em geração de caixa, enquanto a confirmação pela Assembleia garante o rito formal e a atualização documental na CVM.







