Com o fechamento da incorporação de ações da BRF pela Marfrig e a aprovação de um novo organograma executivo, as companhias inauguram a fase de integração plena. Este marco consolida a estratégia deliberada em assembleia e transforma o desenho societário em execução operacional, em linha com a fixação da Data de Fechamento para 22/9, a última negociação de BRFS3 e a migração para MBRF3. Na prática, a nova estrutura endereça governança, foco de mercado e captura de sinergias, ao mesmo tempo em que formaliza a transição dos executivos: Miguel Gularte assume como Diretor Presidente Global, enquanto ajustes nos comandos de Operações, Agro e Qualidade, Halal, Internacional e Supply, Brasil e Marketing, Jurídico/Tributário/Assuntos Corporativos/Gente e Finanças/RI/Gestão/Tecnologia organizam a plataforma multiproteínas sob uma liderança única.
O desenho funcional revela prioridades estratégicas: a criação de frentes dedicadas a Halal, Internacional e Supply sinaliza a integração de portfólios e canais, enquanto a consolidação de Finanças, RI, Gestão e Tecnologia em um mesmo guarda-chuva acelera padronização de processos e de reporting no pós-fechamento. As saídas e realocações — como a transição de Rui Mendonça Júnior para consultoria, a futura indicação de Tang David ao Conselho e a descontinuidade de executivos — reduzem sobreposição de funções e pavimentam a execução. Esse ajuste organizacional sucede movimentos societários que prepararam o terreno, como o cancelamento das 90,28 milhões de ações em tesouraria e os pedidos de conversão do registro para categoria B e de retirada dos ADRs da NYSE, reforçando o alinhamento regulatório e a simplificação da estrutura de capital para a vida combinada.
Do lado regulatório e concorrencial, a nova organização é o desdobramento natural das condições precedentes já cumpridas, culminando na aprovação do ato de concentração pelo Tribunal do CADE em 5/9. Com a janela de dissidência equacionada, o cronograma confirmado e o organograma definido, a agenda agora migra para a harmonização de políticas comerciais, financeiras e de supply chain, com foco em sinergias operacionais, expansão internacional e disciplina de capital. Em síntese, o anúncio atual não é um ponto isolado, mas a conclusão lógica do Protocolo pactuado em maio e referendado em agosto: a passagem do capítulo deliberativo para o capítulo de execução, com governança e estrutura já calibradas para acelerar a integração.







