São Paulo, 19 de setembro de 2025 — A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) informou que a condição precedente prevista no Memorando de Entendimentos Vinculante (MOU) para a aquisição da Petro‑Victory Energy não foi atendida, pois o aumento de capital homologado ficou em R$ 103.301.794,84, abaixo do valor máximo proposto de R$ 150.000.000,69. As partes avaliam ajustes no MOU para viabilizar a conclusão da transação. O comunicado complementa o Fato Relevante de 3/07/2025 e relembra que o MOU condicionava a operação ao aumento de capital divulgado em 6/06/2025; conforme Fato Relevante de 6/08/2025, a homologação totalizou R$ 103,3 milhões.
Do ponto de vista de capital, o descompasso entre o teto pretendido e o montante homologado não interrompe a estratégia, pois a companhia já estruturou mecanismos para alongar o ciclo de funding, como a listagem e negociação dos bônus de subscrição AZTE11, que criam janelas de funding escalonáveis até 2031. Na prática, esse arcabouço permite que a captação ocorra em marcos, casada à execução operacional e à eventual reprecificação do ativo, reduzindo a necessidade de concentrar toda a diluição na primeira etapa. Nesse contexto, ajustes no MOU podem incluir reescalonamento de pagamentos (earn‑out), vendor financing, gatilhos atrelados a licenças e produção, ou dívidas estruturadas a nível de ativo, preservando o racional de adquirir uma plataforma sinérgica na Bacia Potiguar sem pressionar o balanço no curto prazo.
Além da engenharia financeira, a estabilidade da base acionária tem sido um pilar para sustentar negociações mais flexíveis. Em agosto, houve o avanço nas participações de referência (Forseti 18,35% e Nemesis 23,22%), alinhado à intenção de subscrever sobras do aumento, sinal que reforça o “núcleo duro” disposto a financiar a execução sem alterar controle. Essa combinação de apoios pode facilitar a costura de alternativas no MOU e mitigar riscos de cronograma, especialmente em um ano marcado por metas de ramp‑up e compromissos de reenquadramento na B3. Em paralelo, a disciplina de governança e a resposta tempestiva a reguladores ajudam a reduzir ruído informacional e manter o custo de capital sob controle.
Do lado operacional e regulatório, a empresa segue pavimentando o racional da transação ao fortalecer a capacidade de operar e integrar ativos no RN. A qualificação da ATP como Operadora C pela ANP, com pendência final restrita aos sistemas independentes de medição fiscal avançou o fechamento regulatório nos polos Barrinha e Porto Carão e valida a musculatura técnica necessária para capturar sinergias após a conclusão do acordo para aquisição da Petro‑Victory. Em outras palavras, mesmo com a condição financeira parcialmente atendida, os progressos operacionais e regulatórios mantêm coerente a narrativa: consolidar presença na Bacia Potiguar, monetizar o gás, destravar decisões de investimento e transformar 2025 no ponto de inflexão da companhia.






