Na quarta-feira, 10 de setembro de 2025, o IRB Brasil informou que a S&P Global Ratings elevou, na Escala Nacional Brasil, o rating de crédito de emissor de longo prazo e das debêntures de 'brAA+' para 'brAAA', mantendo perspectiva estável. Segundo a agência, a melhora reflete a expectativa de capital regulatório confortavelmente acima do mínimo, sustentada por práticas mais conservadoras e operações mais rentáveis. O comunicado, assinado pelo CEO e DRI Marcos Pessôa de Queiroz Falcão, reforça a leitura de continuidade da recuperação operacional com foco em solvência e disciplina de subscrição.
Este movimento consolida a virada operacional que o IRB passou a demonstrar nos resultados do 2T25, com solvência de 237% e índice combinado de 89,8%. A combinação de sinistralidade menor, comissionamento mais enxuto e uso seletivo de retrocessão vem alocando capital de forma prudente, priorizando rentabilidade a volume. É exatamente essa trajetória de maior previsibilidade, prudência técnica e preservação de capital que tende a ancorar o entendimento da S&P sobre um colchão de capital regulatório acima do requerido, com menor volatilidade de resultados no ciclo.
A leitura da S&P também se alinha ao reconhecimento de pares no mercado de ratings, como a reafirmação de ratings pela AM Best com perspectiva estável, que destacou balanço em nível mais forte, performance adequada e um ERM apropriado. O ponto comum entre as avaliações é a melhora estrutural do perfil de risco do IRB: mais disciplina de underwriting, realocação para nichos com margens superiores, e políticas de retrocessão que reduzem a exigência de capital, favorecendo custo de capital e acesso a contrapartes em um hard market ainda desafiador.
Esse avanço técnico caminha junto com a agenda de governança e controles, fundamental para sustentar a perspectiva estável. A rotação obrigatória e a independência do órgão de supervisão são exemplos desse pilar, como na rotação mandatória no Comitê de Auditoria prevista pela SUSEP em agosto de 2025. Para investidores, o upgrade tende a melhorar termos de retrocessão e custo de captação doméstica, enquanto a manutenção da disciplina operacional e de capital permanece como variável-chave para preservar o novo patamar de rating.







