O IRB Brasil teve seus ratings reafirmados pela AM Best: Força Financeira A- (Excelente), Crédito de Emissor de Longo Prazo “a-” (Excelente) e, na escala nacional, “aaa.BR” (Excepcional), todos com perspectiva estável. Segundo a agência, a avaliação reflete balanço em nível mais forte, desempenho operacional adequado, perfil de negócios neutro e um ERM apropriado. Para uma resseguradora, esse endosso é relevante porque sustenta a confiança de contrapartes, melhora o acesso a retrocessão e confirma a normalização do risco percebido pelo mercado.

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Na prática, esse reconhecimento consolida a virada operacional já evidenciada nos resultados do 2T25, com solvência de 237% e índice combinado de 89,8%, ao traduzir a melhora de sinistralidade, disciplina de underwriting e uso eficiente de retrocessão em fundamentos reconhecidos por uma agência especializada no setor. A leitura de balanço no “nível mais forte” e performance “adequada” espelha a priorização de rentabilidade sobre volume, realocação para nichos mais lucrativos e preservação de capital, elementos que sustentam uma trajetória menos volátil e compatível com perspectiva estável.

No eixo de governança, a leitura de ERM “apropriado” dialoga com a agenda de fortalecimento de controles e supervisão, ilustrada pela rotação mandatória no Comitê de Auditoria prevista pela SUSEP, anunciada em 28 de agosto de 2025. Esse giro programado reforça independência e qualidade de escrutínio sobre provisões técnicas, validação de modelos e políticas de retrocessão — pilares centrais para uma resseguradora —, além de sinalizar aderência regulatória e maturidade de processos, aspectos que tendem a sustentar a manutenção de ratings com perspectiva estável.

Adicionalmente, a sentença arbitral contra ex-diretores em 13 de agosto de 2025 reforça o vetor de accountability, reduzindo incertezas legais e fortalecendo a cultura de compliance. Em conjunto, os avanços operacionais e de governança explicam por que a AM Best enxerga o IRB com balanço robusto e gestão de riscos adequada, criando base para custo de capital mais competitivo, maior acesso a retrocessão e maior resiliência do resultado ao longo do ciclo.

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