Em agosto, a PetroReconcavo registrou produção média de 26,4 mil boe/dia (-1,6% m/m), com o Ativo Potiguar em 12,8 mil boe/d (-2,1%) e o Ativo Bahia em 13,6 mil boe/d (-1,1%). No Potiguar, o recuo decorreu de um workover em poço de alta vazão que exigiu desligamento de um adjacente por 13 dias, além de falhas no complexo Sabiá. Na Bahia, o petróleo caiu 0,9% com destaque para Tiê, ao passo que o gás recuou 1,4% por parada de manutenção na UTG Catu e estabilização após picos de julho. O mês marcou também o fim da campanha de perfuração de poços injetores em Tiê para 2025 e o início da repressurização do reservatório — passo-chave para sustentar fator de recuperação e suavizar declínios naturais.

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Em perspectiva, agosto fecha um trimestre de oscilação controlada, no qual a companhia primeiro absorveu choques e, depois, normalizou operações. Depois da queda de 1,8% em junho e das intervenções em Cassarongongo e no side-track Tiê-12 (renomeado Tiê-17), a agenda de integridade e de desenvolvimento criou as condições para reequilíbrio dos volumes. O recuo atual, portanto, não reflete uma ruptura operacional, mas a transição entre frentes: workovers de alta complexidade no Potiguar, estabilização natural após picos de fluxo no Bahia e a virada de fase em Tiê, que sai da perfuração para a repressurização do reservatório — etapa que tende a reduzir a variância dos volumes à frente.

Diferentemente de julho, quando a produção ficou estável e a rota de gás ganhou tração com a entrada em operação do gasoduto de Tiê em 9 de julho e a estabilização em 26,9 kboe/d, agosto sentiu efeitos pontuais de manutenção (UTG Catu) e da logística interna de escoamento durante workovers. Ainda assim, a sequência julho–agosto confirma a tese de que a normalização de integridade e a disciplina de intervenções geram amortecimento dos choques: picos iniciais de produtividade são seguidos por estabilização, enquanto a repressurização em Tiê busca sustentar platôs mais estáveis e alongar a vida útil do ativo.

Estratégica e cronologicamente, a companhia tem preparado o terreno para reduzir a sensibilidade a gargalos de gás e óleo, ancorando previsibilidade operacional e financeira. A repressurização em Tiê, a frota de intervenções e a diversificação de rotas formam um tripé que já estava delineado no plano do Hub de Gás Bahia e na intensificação de workovers destacados na apresentação de RI de agosto. Essa continuidade é crucial para: i) mitigar impactos de paradas programadas (como a da UTG Catu), ii) acelerar a monetização de gás, e iii) sustentar o netback via melhor escoamento, enquanto o Potiguar avança na normalização pós-workovers e o Bahia entra na fase de repressurização para capturar ganhos de fator de recuperação.

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